quarta-feira, 8 de abril de 2020

Pesquisa realizada pela CDL Uberlândia mostra a dificuldade dos empresários ao enfrentar os efeitos do Covid-19 na economia


Para enfrentar o problema econômico causado pelo Covid-19, os empresários de Uberlândia estão se esforçando para não encerrar suas atividades e manter o abastecimento a seus clientes. É o que mostra uma pesquisa realizada pela CDL Uberlândia junto aos seus associados que apontou que  entre as empresas associadas (mais de 3 mil), 36,6% estão totalmente fechadas e 16,2% das que estão abertas são de serviços essenciais. Há um grupo que vem se adaptando e mesmo fechadas, trabalham internamente com atendimento reduzido por Delivery,  utilizando de contatos por redes sociais, WhatsApp e aplicativos. Estas representam 36,9%.
Com relação e equipe de colaboradores, 16,5% das empresas habilitaram o Teletrabalho ou trabalho remoto. As que concederam escala de horários alternativos somam (20,8%). Por conta do cenário, 29,6 % concederam férias individuais e 14,7% deram férias coletivas e ainda 10,6% optaram por utilizar banco de horas. Apenas 3%anteciparam feriados de seus colaboradores.

Urgência em reabrir
No que tange as estratégias operacional e financeira as empresas precisarão de recursos extras para não encerrar suas atividades, por isto 48,8% das empresas optaram por renegociar com fornecedores, 36,7% pretendem recorrer a empréstimos, 18,7% vão utilizar recursos próprios para recompor o capital giro e 39,3% reduzirão as despesas.
A dificuldade financeira e as despesas fixas como aluguel, pagamentos de funcionários e fornecedores levam a  urgência para reabrir o quanto antes seus estabelecimentos, por isso, o anseio da maioria dos empresários 43,6% é que a primeira semana de abril seria o período ideal para a reabertura do comércio, 23,9% na segunda semana abril e 12,8% só após a terceira semana. Apenas  para 12,3% o comércio se manteria fechado em abril.
A pesquisa apurou também que 62,3% das empresas não trabalham com Delivery. Outras 27,1% já tinham o serviço  e 10,6% iniciaram agora com a crise do COVID 19. Entre os canais digitais de divulgação e venda 80,9% das empresas disseram que utilizam, sendo 21% o Facebook, 46% o Instagram, 16% o site e 16% o WhatsApp. Outras 19,1% das empresas não divulgam em redes sociais.

Medidas sugeridas
Quando questionados sobre quais medidas seriam ideais para passar este período e se manter na atividade empresarial, alguns disseram que é importante manter toda a higiene que Organização Mundial da Saúde pede, manter o distanciamento das pessoas, colocando grade para que o cliente não entre dentro da loja e atendendo um por vez, além de sempre disponibilizar álcool gel, higienizar o ambiente com água sanitária  e pulverizar com álcool 70. Já outros disseram que uma das alternativas para evitar a falência generalizada seria uma política ampla do Governo a fim de reduzir juros em todo o sistema financeiro, incentivar consumo, baixar custos de transporte e correio e ainda disponibilizar empréstimos com carência, sem juros e maior prazo de parcelamento. Entre as sugestões também foram mencionados a conscientização da população para que evitem aglomerações no interior dos estabelecimentos comerciais, permitindo que as empresas voltem a atuar com os devidos cuidados e preservando em casa pessoas consideradas do grupo de risco.
Participaram da mostra 19% de empresário da zona Sul, 17% da Zona Leste, 12% da Oeste, 12% da Norte e 39% da região central. E com maior percentual de respondentes nos setores de comércio (62%) e serviços (34%).
De acordo com o presidente da CDL Uberlândia, Cícero Heraldo Novaes, a pesquisa é uma forma de entender os anseios e as dificuldades que os empresários estão passando, saber o que estão fazendo para aguentar esse momento e ao mesmo tempo ouvir suas sugestões para que possam ser levadas as esferas competentes que estão à frente das decisões para encontrar o caminho que seja menos penoso para a saúde da população e para a economia da cidade. “Estamos participando de constantes reuniões com o governo municipal, propondo medidas para minimizar os impactos da Covid-19 nas empresas, como o fechamento de negócios e o aumento do desemprego, com responsabilidade e prezando por todas as medidas de prevenção para controle dos ambientes e proteção as pessoas”, disse Cícero.

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Oleh

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