quarta-feira, 25 de março de 2020

Corrimento e coceira vaginal: desconforto entre mulheres

As ginecologistas do Hospital Santa Clara, Dra. Sarah Araújo, Dra. Renata Tavares e Dra. Shaira Lara.
Em torno de 70% a 75% das mulheres vão ter, alguma vez na vida, problemas ligados ao corrimento vaginal. Alguns casos podem ser considerados normais, já em outros indica problemas de saúde como as infecções.
Problemas como corrimento e coceira prejudicam bastante a vida da mulher, ela se sente mal e envergonhada ao perceber que alguma coisa não vai bem. A relação sexual também acaba sendo prejudicada, estragando a intimidade de um casal. A Dr.ª Renata, ginecologista e obstetraexplica que esse é um problema bastante frequente. “Em torno de 70% a 75% das mulheres, pelo menos uma vez na vida, vão apresentar algum corrimento alterado e quando se fala nesse corrimento, ele significa o aumento do volume e da secreção. Isso pode ter relação com coceira, odor, dor na relação e irritação no local. Esses sintomas acabam levando as mulheres ao consultório com certa frequência,” esclareceu.
“A causa do aparecimento dos corrimentos tem ligações com diversos fatores, assim explica a Dr.ª Shaira Vieira, ginecologista e obstetra. “Primeiramente precisamos separar, existem corrimentos infecciosos e não infecciosos. Os corrimentos que podem causar infecções que são consequências de um desequilíbrio na flora vaginal da mulher. Inicialmente, ela é composta por 90% a 95% de lactobacilos e 5% a 10% de outras bactérias, quando acontece uma alteração nessa composição identificamos os sintomas,” explicou. 
A Dr.ª Sarah Araújo, ginecologista e obstetra, explica que existem vários tipos de corrimentos, inclusive o fisiológico, e ele pode mudar de acordo com o ciclo que a mulher está, com a menstruação, com a ovulação, por exemplo. Mas também precisamos lembrar-nos dos corrimentos patológicos e esses têm sua variação, como a coloração e a consistência. Alguns estão relacionados com a coceira e outros com a dor na relação. Por esses motivos é necessário procurar um ginecologista para identificar a melhor forma de tratamento.
    “O exame Papanicolau não é o correto para identificar o tipo de corrimento, ele, na verdade, pode ser usado para avaliar lesões mais graves, como as doenças pré-malignas.” Dra. Shaira Lara orienta que a infecção precisa ser analisada de forma clínica pelo médico que vai entender a causa do desconforto.
O exame Papanicolau não é o correto para identificar o tipo de corrimento, ele, na verdade, pode ser usado para avaliar lesões mais graves, como as doenças pré-malignas. A infecção precisa ser analisada de forma clínica pelo médico que vai entender a causa do desconforto.
É importante lembrar que a alimentação pode influenciar nas coceiras e nos corrimentos. “Dietas ricas em laticínios podem aumentar a incidência de candidíase, que é um dos tipos de infecção. A mulher pode diminuir o consumo de açúcares, isso pode ajudar na prevenção,” finalizou a Dr.ª Renata.

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Oleh

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