quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Inca projeta mais de 67 mil novos casos de câncer em Minas Gerais neste ano


Instituto divulgou estimativa de incidência de câncer no país para o triênio 2020-2022; Região sudeste concentra mais de 60% dos casos
O Instituto Nacional de Câncer José Alencar Gomes da Silva (INCA) divulgou na última semana o estudo com a projeção da incidência de câncer no Brasil para cada ano do triênio 2020-2022, que prevê 625 mil novos casos para o país, sendo que destes, 67.310 serão registrados em Minas Gerais.
Dentre os mais de 67 mil novos casos da doença previstos para cada ano do período no estado, 33.440 irão acometer a população masculina, enquanto entre as mulheres devem ser registrados 33.870, uma pequena diferença que vai contra a tendência mundial em que os homens são a maioria dos pacientes da doença. Este dado tem como principal agravante o câncer de mama, quando não se leva em conta o câncer de pele não melanoma.
Observando os tipos de câncer que predominam na população, ainda sem contar o não melanoma, Minas Gerais reproduz o cenário da Região Sudeste, que concentra mais de 60% dos novos casos projetados para o ano no país, tendo como principais neoplasias entre a população masculina a próstata (6.420 casos), seguido pelo cólon e reto (1.870) e o de pulmão (1.760). Já nas mulheres, o câncer de mama lidera (8.250 casos), seguido pelo cólon e reto (2.130) e da glândula tireóide (1.400). A oncologista do Oncocentro, unidade da Oncoclínicas em Uberlândia, Dra. Amanda Teles, explica o motivo deste número tão expressivo da região no contexto nacional. “Atualmente observamos uma mudança nos fatores de risco do câncer, havendo um crescimento dos aspectos relacionados ao desenvolvimento socioeconômico. Houve redução das doenças associadas a infecções e aumento das doenças relacionadas a comportamentos e hábitos característicos de locais mais urbanizados, como é o caso da região sudeste. Dentre estes fatores dependentes do estilo de vida, destacam-se o sedentarismo, tabagismo, alimentação inadequada, abuso de álcool e excesso de peso”, comenta.
De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), nos próximos anos o número de casos de câncer tende a aumentar no mundo todo. Atualmente, mais de 7 milhões de pessoas morrem por ano no planeta em decorrência da doença, e ainda estima-se que 1,5 milhões destas mortes poderiam ser evitadas com medidas adequadas. A especialista da Oncoclínicas reforça a necessidade da prevenção e mudança de hábitos não saudáveis na busca pela modificação deste cenário. “Há inúmeras medidas que podemos adotar no combate ao câncer, que envolvem a conscientização sobre a doença e mudança de comportamentos prejudiciais à nossa saúde. Dentre as propostas essenciais para reduzir o risco do câncer temos: cessação do tabagismo, prática de atividade física, preferência por alimentos saudáveis (como vegetais e frutas, com redução do consumo de carne vermelha e alimentos processados), manutenção do peso adequado e exposição cautelosa ao sol sem proteção”, finaliza.

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Oleh

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