domingo, 29 de dezembro de 2019

Cenário econômico impacta em investimentos na carreira do universitário brasileiro


Número de estudantes que tiveram que adiar planos é o menor desde 2017, de acordo com pesquisa especializada.

De acordo com uma pesquisa realizada pela Companhia de Estágios, consultoria especializada em programas de estágios e trainees, 27% dos universitários brasileiros não fizeram nenhum investimento na carreira no último ano devido à falta de recursos.
No entanto, os dados mostram que comparado com os últimos anos houve uma tímida melhora com relação a isso, pois, em 2018, 28% dos estudantes deixaram de investir na própria carreira, enquanto em 2017 esse número era equivalente a 30,5%. Em todos os casos a crise econômica foi a principal justificativa para adiar os planos ao que se refere a educação e carreira.  

Dados da pesquisa
O levantamento intitulado como “O perfil do candidato à vaga de estágios – 2019” tem como objetivo entender o comportamento de universitários brasileiros diante do cenário econômico do país. Para conseguir traçar o perfil do público alvo, todos os entrevistados responderam cerca de 40 perguntas sobre o contexto socioeconômico e educacional. Ao todo foram entrevistados mais de 4000 estudantes de diversas regiões do Brasil.

Em tempos de incertezas econômicas, investir na educação é essencial
Para o diretor da Companhia de Estágios, Tiago Mavichian, investir na educação mesmo com o cenário econômico não tão favorável é importante para estar pronto, quando a crise, de fato, passar. “Há muitas maneiras de melhorar o currículo e buscar se aperfeiçoar na área de estudo, mesmo que a já tenhamos passado pelo auge da recessão, o país ainda está em lenta retomada, contudo, a educação e carreira profissional não podem ser deixadas de lado, então é preciso acompanhar o mercado. Para os universitários, uma boa dica é participar de palestras, workshops promovidos pelas universidades, existem alguns cursos com preços mais acessíveis e dependendo são gratuitos, é importante fazer essa busca e usufruir delas para se destacar na busca do estágio”, diz o especialista.

Menos jovens adiaram o inglês
Outros tipos de investimentos que os jovens buscam fazer por contar de exigências no mercado de trabalho são nos cursos de inglês. Hoje em dia, saber o idioma não é mais um diferencial, mas, sim, um dos principais requisitos nas vagas de estágio.
E a notícia boa é que, de acordo com os dados, menos jovens tiveram que adiar os planos de estudar uma nova língua em virtude do cenário econômico. Segundo o levantamento, 39% dos entrevistados adiaram o projeto de fazer um curso de idiomas, enquanto em 2018 e 2017, 43% tiveram que optar por não estudar inglês por questões econômicas.

Na falta de cursos complementares, o trabalho voluntário pode dar uma força no currículo  
Outra alternativa que ajuda a enriquecer o currículo é a prática do trabalho voluntário. A pesquisa mostra que 8,3% dos estudantes recorrem ao voluntariado como atividade extracurricular para investir mais na própria carreira.
Segundo Mavichian, os recrutadores valorizam bastante este tipo de ocupação, pois ela ajuda a entender melhor o perfil do estagiário. “O mercado costuma olhar com bons olhos para os universitários que se envolvem em práticas sociais. Por meio delas é possível analisar as habilidades comportamentais dos candidatos e por não ser uma atividade não remunerada, traz um senso de responsabilidade e de equipe, caraterísticas que são muito requisitadas nas empresas, independente do setor ou área de atuação”, detalha o diretor da Companhia de Estágios.

Expectativas para 2020
Para 2020, Mavichian acredita que o cenário pode estar mais favorável para os universitários e assim, poderão se capacitar ainda mais para as oportunidades disponíveis no mercado. “Os estudantes entendem que a carreira profissional é uma via de mão dupla, pois, para que consigam conquistar as melhores vagas, é necessário se empenhar adquirindo mais conhecimento e aperfeiçoando habilidades técnicas e características comportamentais. Com uma retomada econômica mais acelerada em 2020, o cenário fica melhor para todos, tanto para as empresas que podem abrir mais vagas quanto para os universitários que conseguem se preparar melhor e pensar e um futuro mais estável”, finaliza Mavichian.

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Oleh

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