terça-feira, 1 de outubro de 2019

Outubro Rosa: o toque que pode salvar sua vida


Câncer de mama é o tipo que mais mata mulheres no mundo. Para este ano, estão previstos quase 60 mil novos casos só no Brasil. 

        Com qual frequência você se toca? Conhece realmente o seu corpo? Com a chegada do décimo mês do ano dá-se início à campanha de prevenção ao câncer de mama. Desde 1990, o “Outubro Rosa”, como passou a ser reconhecido, tem o intuito de prevenir e disseminar informações para a detecção precoce do câncer de mama, aumentando as possibilidades de cura. 
Segundo o site do  Instituto Nacional de Câncer (INCA), são esperados para este ano 59.700 novos casos de câncer de mama no país. Este é o tipo de doença mais comum entre as mulheres no mundo. No Brasil, o percentual de casos novos em mulheres chega a 29% e 1% em homens. 
Para a oncologista do Santa Genoveva Complexo Hospitalar, Nathália Almeida, o câncer de mama é caracterizado pela proliferação anormal, de forma rápida e desordenada, das células do tecido mamário. “Ele pode ser de vários tipos diferentes e, para saber diferenciá-los e tratá-los, é necessário acompanhamento com um oncologista e um mastologista. Nem todos os casos são hereditários”, afirma.   
O câncer de mama hereditário compreende entre cinco e 10% dos casos, quando existem parentes de primeiro grau com a doença. Portanto, em 90% dos casos, a origem não é a hereditariedade. Já o câncer de mama masculino é bem menos frequente. As pesquisas apontam que existe somente um caso de câncer de mama em homens para cada 100 casos em mulheres. 
Nathália ressalta que existem novas opções de tratamento para a doença metastática. Ela explica que o câncer de mama pode ser detectado em fases precoces, através dos exames de rastreio como mamografia e ultrassonografia das mamas. “O autoexame também é estimulado e, após os 40 anos, a mamografia deve ser realizada anualmente”, informa. 
A oncologista acredita que este tipo de câncer é passível de cura. E que, em estágios iniciais, o câncer de mama pode ser curado com cirurgia. “Muitas pacientes recebem quimioterapia mesmo após a cirurgia de retirada do tumor, para diminuir as chances de ter uma recidiva da doença, ou antes da cirurgia, para diminuir o tumor e facilitar a cirurgia, o que aumenta as chances de cura. Em estágios mais avançados, existem diversos tipos de tratamento, como quimioterapia e hormonioterapia”, salienta a médica. 
A médica salienta que, apesar de ser raro, pacientes com menos de 35 anos podem desenvolver o câncer de mama, e ainda não se sabe a causa. “É preciso reforçar que quanto mais tarde for descoberto, maiores as chances de recidiva. Portanto, é fundamental que ele seja descoberto o mais precocemente possível, para aumentar suas taxas de cura”, garante Nathália. 
  
Como prevenir? 
Segundo a mastologista do Santa Genoveva Complexo Hospitalar, Anna Silvia Jardim de Freitas Borges Lucas, a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia e do Colégio Brasileiro de Radiologia é que a mamografia de rotina seja feita anualmente a partir dos 40 anos. “Antes disso, elas devem realizar esse exame apenas se apresentarem risco aumentado para a doença. Como, por exemplo, aquelas que tenham casos de câncer de mama em parentes de primeiro grau antes dos 40 anos de idade”, explica Anna Silvia. 
De acordo com a médica, o exame que é feito para o rastreamento do câncer de mama é a mamografia, e os outros exames, como a ultrassonografia e ressonância das mamas, são solicitados em casos específicos, como complemento.   
A mastologista ainda ressalta que as pessoas mais jovens também podem desenvolver a doença, mas é relativamente raro que seja antes dos 35 anos. A incidência do câncer de mama cresce progressivamente a partir desta idade, mas aumenta especialmente a partir dos 50 anos. “Por isso, todas as mulheres, em qualquer faixa etária, devem ficar atentas a quaisquer alterações palpáveis nas mamas e devem procurar avaliação médica nesses casos”, afirma a médica. 
“Cistos mamários, nódulos benignos e infecções nas mamas (mastites), são algumas alterações benignas que podem ser confundidas com o câncer de mama em um primeiro momento. Mas, apenas com a avaliação clínica e propedêutica adequadas, é possível fazer o diagnóstico adequado”, finaliza a Anna Silvia. 
  
Sintomas 
Nódulo único endurecido, alteração da forma da mama, vermelhidão, retração do mamilo, sensação de massa ou nódulo aumentado na axila, retração da pele ou do mamilo, secreção pelos mamilos, inchaço do braço ou dor na mama e/ou mamilos contínuos ou descamação. 
  
Tratamento 
O tratamento do câncer de mama e da maioria dos outros tumores malignos, hoje em dia, é personalizado. Ou seja, depende do estágio em que ele foi diagnosticado e do subtipo. As principais modalidades de tratamento são a cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia, que podem ser usadas isoladamente ou associadas. 

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Oleh

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