sábado, 7 de setembro de 2019

Exame de genética: descubra como funciona o teste para descobrir casos de câncer de mama hereditários

O exame de genética BRCA1 e BRCA2 é indicado em casos de câncer em várias gerações de família
 
No mês de agosto, duas datas importantes relacionadas à saúde são comemoradas: o Dia da Campanha Educativa contra o Câncer (04/08) e o Dia Nacional da Saúde (5 de agosto). Ambas tem o objetivo de chamar a atenção da sociedade em relação aos cuidados com a saúde, através de medidas não apenas para prevenir o câncer, mas também outros tipos de doença. Por ser uma doença que atinge grande parte da população (mais de 12 milhões de pessoas no mundo por ano, segundo o Instituto Nacional de Câncer), a medicina tem feito avanços bastante significativos no combate ao câncer, e cada vez mais surge um novo método de prevenção ou tratamento.
O câncer de mama, por exemplo, é o primeiro tipo de câncer mais comum entre as mulheres, de acordo com o INCA. Por conta disso, atualmente existem diversos exames que ajudam no combate da doença, como é o caso do Exame de genética BRCA1 e BRCA2. O teste ganhou repercussão mundial após a atriz Angelina Jolie, em 2013, optar pela cirurgia de retirada das mamas para prevenir os riscos de câncer de mama. A decisão foi tomada pois Angelina fez o Exame de Genética e descobriu mutações nos genes BRCA1 e BRCA2 , genes herdados da mãe, morta em 2007, vítima da doença no ovário.

O que são os genes BRCA1 e BRCA2?
Ambos os genes fazem parte de uma classe de genes humanos que são conhecidos como supressores de tumor, que colaboram na proliferação e prevenção do crescimento desenfreado das células. “Quando existe essa mutação, não é possível ter esse controle”, explica o Dr. Rafael Padovani*, biomédico do Laboratório Rocha Lima. Por conta disso, a proliferação das células pode acontecer de uma maneira atípica, elevando em até 85% as chances de aumentar o risco da doença.
As mutações patogênicas nos genes BRCA1 e BRCA2 são relacionadas a casos familiares de câncer de mama e de ovário, ou seja, são transmitidas de geração para geração na mesma família, devido a alterações genéticas que foram herdadas de um dos pais. ”O exame de genética é indicado em casos como câncer em várias gerações de família, quando uma pessoa jovem é diagnosticada com um tumor que não é comum na idade dela ou vários tumores na mesma pessoa”, diz Padovani. Para se ter certeza de que se trata de um câncer hereditário, é necessário o paciente realizar um teste genético.
O exame é ideal para descobrir com precisão quais serão os próximos passos no tratamento para reduzir o risco da doença e fornecer informações necessárias para que o paciente tenha cuidados mais personalizados e de acordo com o câncer que ele está tratando. “É importante ressaltar que a alteração genética não significa necessariamente que a pessoa irá desenvolver um problema de saúde, existem outros fatores que podem contribuir com o surgimento de uma doença como, por exemplo, hábitos alimentares e de vida”, afirma Rafael.
Se os exames confirmarem a presença de mutações nos genes BRCA1 e BRCA2, o médico deve conversar com a paciente e esclarecer todas as dúvidas sobre o assunto para alinharem qual será o tratamento mais adequado para o caso, que pode ser a retirada das mamas como o caso da atriz Angelina Jolie ou a retirada dos ovários.

* Biomédico formado pela Escola Paulista de Medicina (Unifesp), Pós graduado em Administração em Saúde pela Faculdade de Medicina ABC, Especialista em análises clínicas pela ABBM (Associação Brasileira de Biomedicina), Auditor de Qualidade do PALC - Programa de Acreditação de Laboratórios Clínicos pela SBPC (Sociedade Brasileira de Patologia Clínica), Membro da comissão científica do congresso de gestão em laboratórios da feira Hospitalar e Membro do comitê de laboratórios do SINDHOSP.

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Oleh

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