segunda-feira, 22 de julho de 2019

Hipotireoidismo na gestação é um risco para a mãe e o bebê


O hipotireoidismo é uma doença cada vez mais comum e, por vezes, se desenvolve durante a gestação, colocando em risco a gestante e o bebê. A obstetra Lia Carolina Kretly explica que isso ocorre devido a uma insuficiência de hormônios circulantes da glândula tireoide para suprir uma função orgânica normal. “Existem varias causas, sendo o hipotireoidismo primário o mais comum, ocasionado por falência da própria glândula”, declara a especialista.
A médica alerta para os seguintes sintomas: cansaço, sonolência, perda de concentração e memória, intolerância ao frio, constipação, depressão, ganho de peso, aumento do volume da tireoide, irregularidade menstrual, pele seca, unhas quebradiças, entre outros. “Na maioria dos casos não há como prevenir o hipotireoidismo, por isso, quando há história familiar ou suspeita clínica, deve-se procurar um médico para realizar exames de sangue e avaliar a função da glândula da tireoide”, aconselha Dra. Lia.
Os riscos do hipotireoidismo durante a gravidez são maiores, a especialista informa que isso ocorre, pois a gestação tem um impacto profundo na tireoide e sua função. Ela ainda destaca que as tireoidopatias representam a segunda intercorrência endócrina mais prevalente na gestação.
“A glândula aumenta de tamanho em cerca de 10% e a produção dos hormônios tireoideanos aumenta cerca de 50%, assim como a necessidade diária de iodo, que também aumenta em 50%. Essas adaptações ocorrem de forma fisiológica na maioria das gestações, mas em alguns casos podem surgir disfunções da tireoide, resultando em hipotireoidismo”, esclarece a médica.
Dra. Lia alerta que esse quadro, durante a gestação, pode desencadear problemas para o bebê e provoca maiores riscos de hipertensão materna, aborto, parto prematuro e recém-nascido com baixo peso. “Os hormônios tireoidianos são determinantes para o desenvolvimento cerebral fetal, de forma que o hipotireoidismo pode comprometer o desenvolvimento neurocognitivo fetal, resultando em Q.I. mais baixo. Gestantes com hipotireoidismo não tratado têm filhos menos inteligentes do que as submetidas a tratamento”, pontua Dra. Lia.
Caso seja diagnostica com o quadro, a gestante deve fazer o tratamento juntamente com os especialistas. “Toda gestante deve ingerir aproximadamente 250 microgramas de iodo diariamente, adquirido pela alimentação ou suplementando se necessário, uma vez que deficiência de iodo interfere na função da glândula. As pacientes com hipotireoidismo devem ser tratadas pelo obstetra ou pelo endocrinologista, com reposição hormonal da tireoide”, finaliza a especialista.

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Oleh

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