segunda-feira, 22 de julho de 2019

Com Luis Miranda e Mateus Solano, comédia “O Mistério de Irma Vap” ganha nova releitura por Jorge Farjalla


Espetáculo será apresentado em Uberlândia, dias 2, 3 e 4 de agosto
A comédia besteirol O Mistério de Irma Vap, de Charles Ludlam, ganha uma nova leitura pelo diretor e encenador Jorge Farjalla. E quem dá vida aos hilários personagens da peça são os atores Luis Miranda e Mateus Solano. A Produção e realização é da TeTo Cultura e Bricabraque Produções. Em Uberlândia, a peça trazida para a cidade por meio do projeto Uberlândia na Rota do Teatro, encabeçado pelo produtor cultural Carlos Guimarães, será apresentada nos dias 2, 3 e 4 de agosto. Sexta e sábado, às 20h30, e domingo, às 19h, no Teatro Municipal de Uberlândia. Os ingressos estão sendo vendidos na Lynx ÓPtica (avenida Getúlio Vargas, 1655 – Tabajaras), nas lojas Provanza do Center Shopping e Uberlândia Shopping e no site megabilheteria.com.
A trama original se passa em um lugar remoto da Inglaterra e conta a história de Lady Enid, a nova esposa do excêntrico Lord Edgar. Ela tem que se adaptar a viver em uma mansão mal-assombrada pelo fantasma da primeira esposa de seu marido, Irma Vap – lugar onde o filho do casal foi morto por um lobisomem.
Na casa, há uma governanta, que assume a posição de rival da recém-chegada. Para retomar o amor de seu marido, Lady Enid come o pão que o diabo amassou e pratica peripécias divertidas. Em cena, dois atores interpretam os vários personagens, entre humanos e assombrações.
O texto foi montado pela primeira vez em 1984 em um pequeno teatro em Greenwich Village, em Nova York, nos Estados Unidos, pela companhia Ridiculous Theatrical Company, do próprio Charles Ludlam. Ele fez uma paródia dos clássicos e inspirou-se em um gênero da Inglaterra Vitoriana chamado “penny dreadful” (que pode ser traduzido como terror a tostão) para criar um novo tipo de comédias, o melodrama vitoriano.
Diferente da história original, a nova versão será situada em um trem fantasma de um parque de diversões macabro. “Usamos como referência os filmes de terror, como Pague para Entrar, Reze para Sair, de Tobe Hooper; Rebecca, de Alfred  Hitchcock e a estética dos anos 80. Mergulhamos também no universo do videoclipe de Thriller, de Michael Jackson, que foi dirigido pelo cineasta John Landis, uma referência do que é um filme de horror. Além disso, a obra também tem várias citações de Shakespeare, principalmente de Hamlet. Estamos desfragmentando todas as camadas do texto para ver o que está por trás dele e ressignificar a obra”, revela o diretor e encenador Jorge Farjalla.
A primeira e icônica montagem brasileira do texto, com direção da saudosa atriz Marília Pêra e atuação de Ney Latorraca e Marco Nanini, estreou em 1986 e ficou em cartaz durante 11 anos consecutivos, o que garantiu ao texto o registro no livro Guiness World Records. A peça ficou marcada na história do teatro por uma espécie de gincana de troca de figurinos por Nanini e Latorraca.
O novo espetáculo, ainda segundo o diretor, tem a proposta de expor aos olhos do público essa troca de roupas e enfatizar ainda mais o texto e o trabalho do ator. “Vamos teatralizar a troca de roupas. Eu quero mostrar para o espectador o teatro como uma grande ilusão e o ator como um grande mago, que pode criar tudo na frente do público e fazê-lo acreditar naquela situação. Quero que a plateia sinta o trabalho do ator e como eles vão dividir esses personagens em um jogo de espelhos. O próprio texto de Ludlam sugere o jogo teatral e tentamos enfatizar ao máximo a questão dos atores como um duplo”, comenta.
Essa encenação ousada só é possível graças ao talento de Luis Miranda e Mateus Solano. “Os dois são de uma genialidade, uma elegância artística. Começamos o processo cedo e eles já estão com outro entendimento do texto. Eles têm juntos uma energia maravilhosa. Estou muito grato por tê-los comigo e por partilhar algo tão sagrado para mim, que é o fazer teatral”, acrescenta.

Sobre Jorge Farjalla
Criador da Cia. Guerreiro, sua pesquisa em teatro é ligada ao universo de Antonin Artaud, Bertolt Brecht e Constantin Stanislaviski, tendo como ápice suas montagens sobre as obras míticas de Nelson Rodrigues: Álbum de FamíliaAnjo NegroSenhora dos Afogados e Dorotéia. Idealizou a Escola de Teatro da sua Cia. inaugurada em 2010, no Rio de Janeiro, onde ofereceu oficinas e cursos de Teatro, Cinema e TV. Dirigiu e atuou no projeto sobre a obra de Dante Alighieri: A Divina Comédia, encenando Dante´s Inferno e Dante´s Purgatório. Dirigiu Vou Deixar o Amor Pra Outra Vida, de Rodrigo Monteiro que foi encenado em apartamentos residenciais no bairro de Copacabana.
Em 2016, dirigiu Dorotéia de Nelson Rodrigues, em comemoração aos 60 anos de carreira de Rosamaria Murtinho, com Letícia Spiller e grande elenco. Essa peça esteve, há três anos em Uberlândia em teatro de arena erguido pela equipe do Uberlândia na Rota do Teatro unicamente para receber as apresentações.
Também em 2016, Farjalla dirigiu Antes do Café, de Eugene O´Niell, aclamado pela crítica como um dos espetáculos mais dramáticos do ano. Dirigiu Antônia Fontenelle no monólogo #Sincericídio.
Em 2018, dirigiu Senhora dos Afogados, de Nelson Rodrigues, com Alexia Dechamps, João Vitti, Rafael Vitti, Leticia Birkheuer e grande elenco, no Teatro Porto Seguro, em São Paulo, vencendo  o Prêmio Shell de Melhor Figurino com sua assinatura. Ainda no primeiro semestre, dirigiu, Vou Deixar de Ser Feliz Por Medo de Ficar Triste? de Yuri Ribeiro com Paula Burlamaqui, Vitor Thiré e grande elenco no Teatro das Artes no Rio de Janeiro, sendo indicado como Melhor Diretor ao Prêmio Botequim Cultural, foi o grande vencedor do Prêmio FITA 2018 como Melhor Diretor, Melhor Figurinista e Melhor Espetáculo. Em 2019, estreou O Mistério de Irma Vap, de Charles Ludlam com Mateus Solano e Luis Miranda

Sobre Luis Miranda
Em 2014, Luis Miranda fez sua estreia em telenovelas, atuando como a protetora e elegante transexual Dorothy Benson em Geração Brasil, depois de diversos papéis cômicos no cinema e teatro. Participou da nova versão da Escolinha do Professor Raimundo como Tião Bonitinho. De 2015 a 2018, atuou junto a Lázaro Ramos e Tais Araújo da série Mister Brau. Atualmente integra o elenco fixo do programa Zorra na TV Globo. Participou das séries Geração BrasilHomens de BemBatendo PontoAs CariocasA Grande FamíliaÓ Paí, ÓAliceFaça Sua HistóriaCarandiru e Sob Nova Direção.
No cinema atuou em filmes como De Pernas Pro arClilada.comOnde Está a FelicidadeO Diário de TatiMeu Nome não é JohnnyBicho de Sete Cabeças e Domésticas.  No Teatro, protagonizou o solo 7 Conto – A Comédia (2006 – atual) e participou das peças Terça Insana (2002-2014) e 5 X Comédia (2018).

Sobre Mateus Solano
Mateus Solano tornou-se conhecido ao interpretar na televisão o personagem Ronaldo Bôscoli na minissérie Maysa - Quando Fala o Coração (2009), os gêmeos Miguel e Jorge na novela Viver a Vida (2009), o político Mundinho Falcão no remake de Gabriela (2012), o antagonista Félix Khoury na novela Amor à Vida (2013), Zé Bonitinho no remake da série Escolinha do Professor Raimundo (2015) e o vilão Rubião em na novela Liberdade, Liberdade (2016). Ele também fez participações em séries como Sob Nova DireçãoFaça Sua História e Casos e Acasos.
Solano ainda fez o filme Linha de Passe (2008) e atuou na série para celular Mateus, o Balconista (2008), atualmente em exibição no canal pago Woohoo. Participou, em 2011, de Morde & Assopra, de Walcyr Carrasco, como o cientista Ícaro. Fez, no mesmo ano, uma participação especial na série A Mulher Invisível. No ano seguinte, participou de um episódio de As Brasileiras. Em 2017, o ator viveu o personagem Eric da novela Pega Pega.
No teatro, iniciou sua carreia com o espetáculo O Homem que era Sábado (2003), com texto e direção de Pedro Brício. Também atuou em Tudo é Permitido (2005), Não Existem Níveis Seguros para Consumo destas Substâncias (2006), O Perfeito Cozinheiro das Almas desse Mundo (2007), Últimos Remorsos Antes do Esquecimento (2007), 2 para Viagem (2008), Lobo nº 1 – A estepe (2008), Hamlet (2009), Do Tamanho do Mundo (2013-2014) e Selfie (2014-2017).

FICHA TÉCNICA
Texto: Charles Ludlam.
Idealização: Andrea Francez.
Direção, encenação e dramaturgia: Jorge Farjalla.
Elenco: Luis Miranda, Mateus Solano, Fagundes Emanuel, Greco Trevisan, Kauan Scaldelai e Thomas Marcondes.
Traducão: Simone Zucato.
Assistente de direção: Raphaela Tafuri.
Direção de Produção: Priscila Prade e Marco Griesi.
Produção executiva: Daniella Griesi e Fernando Trauer.
Direção Musical: Gilson Fukushima.
Cenografia: Marco Lima.
Iluminação: Cesar Pivetti.
Figurinos: Karen Brusttolin. Fotografia: Priscila Prade.
Comunicação Visual: Kelson Spalato e Murilo Lima.
Redes Sociais: Tiago Cunha e Felipe Gonçalves:
Mídia: Caio de Jesus.
Assessoria Jurídica: Francez e Alonso Advogados.
Produção de Elenco: Marcela Altberg.
Realização: BricaBraque e TeTo Cultura.
Produção local: Uberlândia na Rota do Teatro.

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Oleh

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