terça-feira, 21 de maio de 2019

Pesquisador da Fundação João Pinheiro falará sobre o desafio de gerar emprego e renda na era tecnológica no IV Seminário de Economia da Cultura em MG


O especialista em Políticas Públicas, professor doutor e autor do primeiro livro sobre economia da cultura escrito no Brasil, José Lasmar, fará a abertura do evento, no dia 12 de junho em Ouro Fino-MG, e estará no dia 19 de junho na cidade de Uberlândia-MG. O evento é gratuito.

A Fundação João Pinheiro - instituição de pesquisa e ensino vinculada à Secretaria de Estado de Planejamento e Gestão de Minas Gerais – enviará para o IV Seminário de Economia da Cultura, que será realizado entre os dias 12 e 14 de junho, em Ouro Fino-MG, e 17 e 20 de junho, em Uberlândia-MG, o especialista em Políticas Públicas e pesquisador, professor doutor José Lasmar. A participação do profissional está confirmada na abertura do evento, em Ouro Fino, e no dia 19, em Uberlândia, com uma palestra sobre “Economia Criativa”.
A contribuição do pesquisador será importante. Lasmar participou da primeira edição do Seminário, em 2009, e retorna ao IV Seminário com a proposta de apresentar o desenvolvimento da economia criativa na sociedade atual. “Quando eu participei da primeira edição do Seminário, o tema economia da cultura ainda era embrionário no Brasil. De lá para cá, o assunto evoluiu. Acredito que o grande desafio daqui para frente é a geração de emprego, porque as novas tecnologias causam o desemprego estrutural e o emprego entrou em outro ritmo. Nesse cenário percebemos o potencial de desenvolvimento trazido pela cultura. Grandes cidades europeias e americanas estão investindo em geração de emprego e renda vinculado à cadeia produtiva dos bens culturais e inovação criativa. Essa será a tendência em nosso país e no mundo”, destaca o especialista.

Escritor do primeiro livro sobre economia da cultura no Brasil
Lasmar é escritor do livro: “Economia da Cultura - Reflexões sobre a indústria cultural no Brasil”. Essa é a primeira obra sobre economia criativa produzida no país. “Ela foi resultado do trabalho que a Fundação João Pinheiro desenvolveu para o Ministério da Cultura, na década de 1980, representado pelo ministro Celso Furtado, que prefaciou e editou o livro. Foi a primeira pesquisa encomendada pelo governo sobre o assunto”, explica o pesquisador.
Segundo Lasmar, o livro relata que a cultura no Brasil até então foi tratada como esgotando a sua importância em si mesma. Todavia, as atividades criativas e artísticas também geram emprego e renda. “Por isso foi importante pesquisar a base produtiva: o que a cultura “vende”, o que está por trás de uma produção artística, como por exemplo a formação de recursos humanos, treinamentos, estrutura etc. É importante deixar claro o seguinte: o que é experimental segue sendo experimental; o que é cultura de mercado tem que ser apoiado como cultura de mercado”, comenta.
Além do Livro, a Fundação João Pinheiro continua realizando trabalhos sobre o assunto. No segundo semestre do ano passado, a instituição lançou um estudo sobre economia criativa, que inclusive será objetivo de pesquisa do IV Seminário de Economia da Cultura.

O Seminário
As cidades de Ouro Fino-MG e Uberlândia-MG foram escolhidas para sediarem a XI Semana da Cultura Popular e o IV Seminário de Economia da Cultura. O evento reunirá profissionais, empreendedores, representantes do governo, estudantes, artistas e pessoas envolvidas com a arte e a cultura em uma programação diversificada com debates, palestras, talks-shows e apresentações artísticas.
O evento é gratuito e as inscrições poderão ser feitas, na internet, por meio das páginas dos respectivos eventos no Facebook (@seminariodaeconomiadaculturauberlandia e @seminariodaeconomiadaculturaourofino).
O tema escolhido para sustentar a programação foi: “O futuro, o emprego e a cultura”. “A proposta é debater o papel da cultura num momento em que o emprego da forma como conhecemos está ameaçado de extinção pela mudança na natureza do trabalho, pela implantação de novas tecnologias, de novas fontes de energias e mudança na forma de ocupação do solo”, informa o produtor cultural idealizador e organizador do evento, Rubem dos Reis.

Participações
Além de José Lasmar, já estão confirmados grandes nomes para o Seminário. O produtor musical, compositor, cantor e poeta, Makely Ka, ficará responsável por conduzir aulas-show. A futurista, Rosa Alegria, conduzirá a palestra: “O futuro em tempos de complexidade e transformação digital e o papel da arte e da cultura na geração de ocupação e renda”; a representante da Unesco, Virgínia Casado falará sobre “Cidades Criativas”; o superintendente de interiorização e ação cultural da Secretaria Estadual de Cultura de Minas Gerais, Felipe Rodrigues Amado, atualizará os participantes sobre a nova lei de incentivo, a cultura e a geração de ocupação e renda; além disso, haverá a participações de artistas, professores universitários, produtores culturais entre outros profissionais que abordarão assuntos pertinente ao tema central do Seminário.
“Nós diversificamos a programação, com temas que interessam não só os fazedores de cultura, mas também empreendedores de outras áreas. Nós acreditamos que o compartilhar de ideias e experiências é fundamental para conseguirmos inovar na cultura e garantir renda e emprego nos próximos anos”, comenta Rubem dos Reis.
A programação completa com datas e locais será divulgada em breve.

Histórico
A Semana da Cultura Popular aconteceu pela primeira vez em 2001 e de lá para cá já foram realizadas edições sempre em Uberlândia-MG com incentivo da Lei Estadual de Incentivo à Cultura de Minas Gerais. No ano de 2009, o Seminário de Economia da Cultura passou a integrar o projeto. Comprovadamente, desdobramentos importantes aconteceram e proporcionaram desenvolvimento econômico e artístico após a realização de cada edição.
A partir do momento em que a TS Trim, multinacional japonesa do ramo automotivo, passou a patrocinar o projeto, que é promovido pela Balaio do Cerrado Produtora, as atividades foram estendidas para a cidade de Ouro Fino-MG que já foi beneficiada com a primeira etapa da XI Semana da Cultura Popular, no ano passado, quando aconteceu nas escadarias da Igreja Matriz daquela cidade o “Grande Coral Vozes Cantam a Paz”.
Portanto, a primeira etapa do projeto XI Semana da Cultura Popular foi o “Grande Coral Vozes Cantam a Paz”, em Uberlândia e Ouro Fino, no ano passado, e agora a segunda etapa contempla a realização do IV Seminário de Economia da Cultura.  

SERVIÇO:
O quê: XI Semana da Cultura Popular e IV Seminário de Economia da Cultura
Quando e Onde: 12 a 14 de junho (Ouro Fino-MG) | 17 a 20 de junho (Uberlândia-MG)

Inscrições: e Programação:


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Oleh

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