terça-feira, 30 de abril de 2019

O Circuito Independente do Teatro de Uberlândia - CITU inaugura a programação com o espetáculo “Tempo de Águas” do Grupontapé


Apresentação será no primeiro fim de semana de maio, na Escola Livre.
Tempo de Aguas por Thaneressa Lima
O Circuito Independente do Teatro de Uberlândia – CITU estreará a programação com “Tempo de Águas”, espetáculo do anfitrião do projeto, o Grupontapé, nos dias 04 e 05 de maio deste ano, às 20h e às 19h respectivamente, na Escola Livre localizada na Rua Tupaciguara, 471, em Uberlândia-MG.
Desde março deste ano, vários artistas e grupos da cena teatral de Uberlândia se uniram para promover uma agenda de apresentações durante todo o ano de 2019 aos espectadores da cidade. Nasceu então o CITU – Circuito independente do Teatro de Uberlândia – Edição 2019.
A ideia surgiu de uma conversa, no ano passado, entre cinco artistas teatrais da cidade: Camila Tiago, Giovanna Parra, Mario Leonardo, Rafael Michalichem e Tamara dos Anjos. Juntos eles reuniram grupos, coletivos e artistas independentes que estão produzindo Teatro atualmente em Uberlândia para promover uma agenda anual de espetáculos. O intuito é oferecer teatro acessível e de qualidade ao público uberlandense e da região, além de fomentar o teatro produzido na cidade e proporcionar movimento nos equipamentos culturais. “Só nos últimos meses de 2018, estrearam quatro espetáculos produzidos em Uberlândia. Somando aos espetáculos já existentes, chegamos a um número que preenche a agenda cultural da cidade para esse ano todo”, afirma Giovanna Parra. “É preciso reconhecer não só a quantidade, mas também a qualidade do Teatro que se produz na cidade, muitas vezes equiparável ao que se produz de teatro alternativo dos nos grandes centros”, completa.
A Escola Livre do Grupontapé de Teatro foi o palco escolhido para sediar esta edição. A agenda já está fechada com apresentações para os mais diversos públicos. De acordo com Mario Leonardo “o grande trunfo do Circuito é a possibilidade de ter uma programação de qualidade com praticamente uma peça diferente por semana, proporcionando assim as mais diversas experiências para o público que virá ao teatro”.
A programação do CITU começará em maio e seguirá sempre nos três primeiros finais de semana de cada mês, durante todo este ano, com uma variedade de estilos e produções teatrais da cidade de Uberlândia. Ao todo são 25 espetáculos no total de 22 grupos.

A peça de abertura
A peça “Tempo de Águas” estreou em maio de 2017, completando, portanto, no CITU, 02 anos de existência. De lá para cá o espetáculo já foi apresentado 36 vezes, tendo circulado em seis cidades mineiras, além das temporadas em Uberlândia.
Em cena destacam-se duas atrizes co-fundadoras do Grupo: Katia Bizinotto e Katia Lou e, na retaguarda, toda a equipe da trupe envolvida no processo, sob a regência da diretora Inês Peixoto, com a assistência de Juliana Nazar. A diretora também assina a concepção artística do espetáculo, além do cenário e figurino realizado em parceria com o artista Flávio Arciole.
O texto da dramaturga argentina Patricia Zangaro, traduzido por Eduardo Moreira e Katia Lou, conta a história de duas mulheres, uma velha e a outra jovem que, confinadas por causa de uma tempestade, refletem sobre a condição de suas vidas em meio a atritos e entendimentos. Um encontro inesperado que traz à tona revelações de um universo feminino, sobretudo humano.
Nesse trabalho o Grupo manteve a parceria iniciada no espetáculo “Por de dentro” com a preparadora vocal Babaya Morais e com o iluminador Alexandre Galvão, e, com a importância da caracterização das personagens o Grupo ganhou uma nova parceira, Mona Magalhães, mineira que vive no Rio de Janeiro e é responsável por trabalhos reconhecidos e premiados na área.
“Tempo de Águas” traz à tona revelações de um universo. Com uma estética minimalista e simbólica, o espetáculo propõe um mergulho numa história atemporal e sem fronteiras para refletir a condição da mulher - submissa à estrutura do patriarcado - sobre os vários aspectos das relações humanas: os conflitos, a disputa de poder, a tolerância, a escassez, o não lugar, as impossibilidades, as opressões. Os quais são representados pelas figuras arquetípicas da anciã e da jovem. Com uma equipe quase toda composta por mulheres, o texto e os anseios foram inspirações para colocar em cena, de forma poética, a tomada de decisão pelo conhecimento como força do feminino para vencer a opressão e o esquecimento.

O Grupontapé de Teatro
Criado em 1994 na cidade de Uberlândia, o Grupontapé tem como missão o desenvolvimento humano por meio do teatro. Realizou diversas montagens de vários autores e de própria autoria, proporcionando reflexão com sensibilidade ao público pelas diversas cidades que circulou, no Brasil e na América Latina.
Focado no processo do teatro de grupo, para além dos espetáculos o Grupontapé mantém, desde 2001, a Escola Livre do Grupontapé de Teatro, espaço de formação e intercâmbio na cidade de Uberlândia, onde é atuante na organização e representação política da atividade teatral.
Fazer um teatro que comunica com o público e que aborda questões ligadas à condição humana sempre foram escolhas naturais do Grupo durante seus 24 anos de trabalho contínuo.

Serviço:
O quê: CITU - Espetáculo: Tempo de Águas
Grupo ou Artista: Grupontapé
Datas: 04 e 05/05
Horário: sábado às 20h e domingo às 19h
Local: Teatro da Escola Livre do Grupontapé de Teatro

Sinopse: “Uma mulher velha e uma mulher jovem. Confinadas por causa de uma tempestade, refletem sobre a condição de suas vidas em meio a atritos e entendimentos. Um encontro inesperado que traz à tona revelações de um universo feminino, sobretudo humano.
Classificação indicativa: Livre | Duração: 70 minutos |

Ficha Artística e Técnica de “TEMPO DE ÁGUAS”
Elenco: Katia Bizinotto e Katia Lou
Direção e Concepção Artística: Inês Peixoto
Texto: Patrícia Zangaro
Tradução: Eduardo Moreira e Katia Lou
Direção de Texto: Babaya Morais
Caracterização: Mona Magalhães
Cenário e Figurino: Inês Peixoto e Flávio Arciole
Iluminação: Alexandre Galvão e Juliano Rodrigues (in memorian)
Assistência de Direção: Juliana Nazar
Danças Circulares: Katia Lou
Preparação Corporal: Cássio Machado
Pesquisa Musical: Babaya Morais e Katia Lou
Design Sonoro: Vinicius Alves
Equipe Técnica: Juliana Nazar e Imanol Tolaretxipi
Suporte cênico: Bia Pantaleão e Welerson Freitas
Adereços: Flávio Arciole
Aulas de Kantele: Cateline Ronsse
Registro e Mídias: Thaneressa Lima
Pintura em tela: Charles Chaim
Arte Gráfica Original: Sofia Benetti
Assessoria de Imprensa: MF Comunicação
Coordenação de Produção: Rubem dos Reis
Produção Artística: Katia Bizinotto
Produção Executiva: Marisa Cunha e Eder Florêncio
Coord. Execução Orçamentária: Aline França
Camareira: Maria Rosa dos Santos
Office Boy: Eliene Ricardo
Apoio: Escola Livre do Grupontapé e Grupo Galpão
Produção Geral: Balaio do Cerrado Produtora
Realização: Grupontapé

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