terça-feira, 4 de setembro de 2018

Exigência da OMC pode colocar em risco empresas de eletrônicos no Brasil



Empresários do setor se reúnem na sede da Abinee, em São Paulo, para tratar do PPB da Lei de Informática

FIEMG lidera uma comitiva de empresários para uma reunião que acontece hoje, 04/09, na sede da Associação Brasileira da Indústria Elétrica e Eletrônica - Abinee, em São Paulo, com a diretoria executiva da empresa e o Deputado Federal Bilac Pinto, presidente da Frente Parlamentar da Ciência e Tecnologia do Congresso Brasileiro, para tratar do benefício fiscal da Lei de Informática que inclui o PPB – Processo Produtivo Básico.
            O PPB é um conjunto de operações ou etapas de fabricação mínimas necessárias que as empresas devem cumprir para receber benefícios fiscais determinados por leis. No caso da Lei da Informática, reduz o Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) de aparelhos montados no país.
            De acordo com Roberto Souza Pinto, presidente do Sindicato das Indústrias de Aparelhos Elétricos, Eletrônicos e Similares - SINDVEL e vice-presidente da Federação, a Organização Mundial do Comércio - OMC tem questionado o benefício, alegando que tal ação pode comprometer a competitividade comercial global.
O empresário afirma que sem o incentivo fiscal será impossível para a indústria eletrônica permanecer no Brasil. “Não tendo o PPB as empresas terão que montar suas placas eletrônicas na China”, analisa.
            Para dimensionar a situação, o líder empresarial cita o exemplo de Santa Rita do Sapucaí, polo de eletrônica no país, e que tem nas empresas do setor mais de 50% da arrecadação do município. “Sem o benefício, a cidade pode perder as empresas, causando desemprego e também a descontinuidade de projetos de inovação e do ambiente inovador característico da cidade”, afirma. 
            A reunião com representantes do governo e de instituições como a Abinee tem o intuito de ajudar a encontrar soluções para o impasse. “Com essa iniciativa e exigência da OMC e não temos saída, a não ser a esperança de que o governo brasileiro tome uma decisão de permanecer com os benefícios”, finaliza o empresário.

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Oleh

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