segunda-feira, 16 de julho de 2018

Empresas brasileiras perdem R$ 4,7 milhões com vazamento de dados



Informação são da IBM e reforçadas por empresa de Uberlândia-MG, especialista no assunto.

O estudo anual da IBM em parceria com o Instituto Ponemon, “Custos de Violação de Dados 2017”, constatou que empresas brasileiras perderam R$ 4,7 milhões com vazamento de dados. Para este levantamento, a companhia contou com a participação de 166 organizações de 12 diferentes segmentos e tomou como base os custos de 36 empresas.
            Os ataques maliciosos ainda são a principal causa da violação de dados, sendo responsáveis por 44% dos casos analisados, seguidos de falhas humanas, que incluem funcionários desatentos ou negligentes, que causaram 31% dos casos, e falhas nos sistemas, que representaram 25% do total.
            Outra constatação importante é resultado de uma pesquisa do Instituto IPSOS, considerada a terceira maior empresa de pesquisa e de inteligência de mercado do mundo, que aponta o Brasil como um dos países que menos se preocupam com a segurança das informações digitais, ficando abaixo da média global, que é de 74% dos entrevistados. Os Estados Unidos lideram a lista de países que mais temem invasões digitais, sendo que 88% dos entrevistados afirmam que este tipo de ameaça é possível, acompanhado de Índia (84%), Coreia do Sul (82%) e Espanha (82%). Esse estudo revela ainda que 7 em cada 10 brasileiros temem ser hackeados e que os seus dados sejam usados para fraudes ou espionagem. A pesquisa foi realizada em 24 países com 18.594 pessoas.

Sinal de alerta ligado
            Esse cenário deixa atentas as empresas especialistas em segurança da informação. Em Uberlândia, a Panice Tecnologia, que foi reconhecida como a primeira revenda do estado de Minas Gerais pelo parceira Panda Security, com maior número de estações de trabalho protegidos, mais de 3.000, sendo a quinta no ranking em nível Brasil, já se mobiliza para enfrentar essa realidade. “Nós reforçamos o nosso time interno e parceiros para apoiar os nossos clientes no desafio da segurança da informação. Além disso, firmamos parcerias com outras empresas como Fortinet, Trend Micro, Kaspersky e Symantec, que são líderes mundiais no quesito segurança da informação”, afirma o gestor comercial, Leonardo Leão.

Mas como se livrar dos riscos que rondam a rede?
            Segundo o diretor executivo da Panice, Fabrício Ribeiro, qualquer pessoa, seja física ou jurídica, que faz uso de algum tipo de tecnologia pode ser afetada ou atacada. “Temos vários exemplos de perfis em rede sociais sendo clonados, fotos intimas sendo públicas sem o conhecimento e como citado anteriormente o motivo financeiro (roubo de senhas de cartão de credito, senhas bancarias)”, alerta.
            O ataque mais atual, segundo Fabrício Ribeiro é o Ransomware – um ataque que faz sequestro de dados das organizações, criptografando-as e pedido um resgate para liberar. “Uma de suas variantes, o WannaCry, atingiu mais de 200 mil computadores em mais de 150 países, com pedido de regate mínimo de U$ 500 dólares em Bitcoins”, informa.

Dicas
            Para evitar a vulnerabilidade do sistema de informação utilizado, Leonardo Leão deixa as seguintes dicas: “É importante ter processos e regras claras e definidas para uso da tecnologia dentro da organização, seja por colaboradores ou parceiros; ter soluções de segurança corporativa como firewall e antivírus e educação e conscientização das pessoas envolvidas, visto que o elo mais franco sempre são os usuários (pessoas)”.
            Segundo Leonardo Leão, hoje é possível manter a segurança da informação com um custo benefício interessante. “Nós já encontramos pacotes de segurança com pagamento mensal, anual, com pagamento pelo uso, quantidade de usuários, etc. Porém, é importante ressaltar que quanto maior o nível de segurança e maior a disponibilidade desejada, maior ser o investimento”, explica.
            No ponto de vista dos especialistas em segurança da informação, hoje em dia o dinheiro mudou de lugar: a informação é um bem muito valioso e por isso deve ser tratada com a devida importância. “Infelizmente a tecnologia da informação e a segurança das informações são vistas pela maioria das empresas e empresários como uma despesa, os investimentos são feitos somente depois de um evento traumático onde o resultado foi prejuízos financeiros ou sua imagem afetada, por isso há a sensação de estar pagando caro. A minha sugestão é que a empresa mantenha soluções de fabricantes de ponta, tenha pessoas ou empresas terceirizadas apoiando nas estratégias de segurança e, por fim, invista na educação e conscientização dos usuários”, finaliza Fabrício Ribeiro.

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Oleh

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