terça-feira, 26 de junho de 2018

O governo de Minas e a CEMIG apresentam “Vou Voltar”, em Uberaba (MG)


Espetáculo será apresentado, neste fim de semana, no Teatro Sesi Uberaba - Centro Cultural Sesiminas pelo grupo Ponto de Partida. 
​Cena do espetáculo "Vou voltar" / Fotografia: Julia Marcier
      Depois da temporada de sucesso em Belo Horizonte (MG), São Paulo (SP) e principalmente em Montevidéu, onde foi assistido por uma plateia extremamente comovida, o Grupo Ponto de Partida estará em Uberaba (MG), nos dias 30 de junho, às 20 horas, e 01 de julho, às 19 horas, no Teatro Sesi Uberaba – Centro  Cultural SESIMINAS, para mais duas apresentações de "Vou Voltar" - espetáculo que aborda a questão dos refugiados a partir do exílio do grupo de teatro mais antigo da América Latina. O El Galpón, do Uruguai.
O Ponto de Partida sempre perseguiu os temas que pudessem fazer de seus espetáculos de teatro um diálogo emocionado com seu público. Sempre rondou a alma humana, seus claros e escuros. Sempre buscou revisitar a memória para compreender o agora e inventar o depois. Sempre esmiuçou seu tempo histórico para aspirar o eterno. Seu novo espetáculo não foge a esses princípios.
"Vou Voltar" fala sobre as questões dos refugiados, das tantas fronteiras que nos catalogam e nos impedem de transitar. E, como antes de mais nada, nos interessam as pessoas, o espetáculo trabalha com sentimentos. O medo, a perda da identidade, o acolhimento, a rejeição, a coragem, a violência, as opções políticas e econômicas que impelem milhares e milhares de seres humanos a deixar suas casas e buscar refúgio, onde “ser possível viver” ainda seja um território alcançável.
E por lidar com sentimentos e não apenas com fatos, o espetáculo pertence a qualquer território humano onde as relações se estabelecem e se desfazem e se renovam.
Também, coerente com sua trajetória, ao invés de olhar para longe, o Ponto de Partida voltou seus olhos para perto, para dentro. Por isso todas as questões serão apresentadas a partir da história do grupo uruguaio El Galpón.

O El Galpón
El Galpón, o mais antigo da América Latina, esta às vésperas de completar 70 anos de atividades ininterruptas e tem uma história inspiradora. Durante a Ditatura Militar, no Uruguai e em grande parte da América Latina, o grupo foi decretado ilegal. Seu teatro e todos os seus bens foram confiscados, seus principais atores proibidos de atuar, seus diretores presos e torturados. Soltos por pressão internacional, parte do grupo pediu asilo na embaixada mexicana e se refugiou no México, onde permaneceu por nove anos. O inusitado é que, mesmo exilados, eles se mantiveram em atividade como grupo de teatro. Cortaram o México de ponta a ponta fazendo espetáculos e apresentaram-se em 17 países. Depois de cada apresentação, denunciavam a situação política do Uruguai e da América Latina e construíram uma rede de solidariedade.
Quando voltaram, uma multidão lotou os 22 quilômetros que separavam o aeroporto, do Estádio Centenário, onde outras milhares de pessoas os esperavam.
Essa história comovente é o pano de fundo do espetáculo que também quer prestar uma homenagem aos milhares de artistas que foram perseguidos ao longo da História e se mantiveram firmemente ancorados às suas convicções, à poesia e a beleza, ao compromisso de reinventar e recontar a vida.
O espetáculo está fincado numa extensa pesquisa teórica e de campo. A base conceitual se estruturou sobre horas incontáveis de leituras e seminários conduzidos por especialistas. A investigação de campo aconteceu no Uruguai, com os protagonistas desta história, que a entregaram aos atores do Ponto de Partida em depoimentos comoventes. Também trouxemos do Uruguai farta documentação histórica. Muitas cenas do espetáculo carregam as palavras de Eduardo Galeano e Mário Benedetti, escritores uruguaios exilados e personagens da mesma luta.
"Vou Voltar" não se estrutura como um musical, mas é pontuado por canções latinas e brasileiras, algumas compostas especialmente para o espetáculo, por Pitágoras Silveira e Pablo Bertola, que também assina a direção musical.
Grandes baús são os únicos elementos que desenham a cena, materializando o contínuo movimento dos deslocamentos humanos, a perda das raízes e o permanente desejo de voltar.
A ARTE É UM DOS POUCOS TERRITÓRIOS ONDE OS POVOS SE ENCONTRAM E SE EQUIVALEM. AÍ NÃO EXISTE RAÇA, NEM PRECONCEITO, NEM LIMITES, NEM BARREIRAS DE IDIOMA, SOMOS APENAS SERES HUMANOS QUE, NO ATO DE CRIAR, SE RECONHECEM CRIATURAS DA MESMA ESPÉCIE, PARES, IGUAIS.

Ponto de Partida 
O Ponto de Partida é um grupo fundado em Barbacena, em 1980, por artistas que decidiram que não deixariam a cidade, mas também não aceitariam os limites da província. Nascido como movimento cultural tornou-se um grupo de teatro de repertório, itinerante e independente, com 20 profissionais em exercício permanente. Criou e sistematizou métodos e processos de produção e criação e desenvolveu uma linguagem própria e uma dramaturgia brasileira que sustenta seus 36 espetáculos.
Nestes anos, o grupo trabalhou com figuras referenciais da cultura brasileira como Milton Nascimento, Fernanda Montenegro, Sérgio Britto, Paulo Gracindo, Jorge Amado, Manoel de Barros, Álvaro Apocalypse, Adélia Prado, Bartolomeu Campos de Queirós, Dori Caymmi e construiu sucessos como Beco: a ópera do lixo, Grande Sertão: Veredas, Ciganos, Travessia, Viva o povo brasileiro.
Fiel às suas origens de movimento cultural, atualmente o Ponto de Partida é responsável direto pela formação ou o trabalho de 363 pessoas que se dividem e se somam em seus diversos programas e projetos, como a Bituca: Universidade de Música Popular, os Meninos de Araçuaí, a Estação Ponto de Partida, um centro cultural efervescente que se instala no conjunto arquitetônico que abrigou a Sericícola, fábrica de seda do século passado, totalmente restaurada e revitalizado pelo Ponto.  http://www.grupopontodepartida.com.br/

FICHA TÉCNICA
Concepção - Ponto de Partida
Texto - Mário Benedetti, Eduardo Galeano, Bertold Brecht, depoimentos do El Galpón, Ponto de Partida.
Direção geral e dramaturgia - Regina Bertola
Direção musical - Pablo Bertola
Arranjos e trilha sonora - Pablo Bertola e Pitágoras Silveira
Preparação vocal - Babaya Morais
Cenário - Alexandre Rousset, Tereza Bruzzi e Ponto de Partida
Figurino - Alexandre Rousset e Tereza Bruzzi
Assistente de figurino - Beth Carvalho
Confecção de figurino - Ateliê Vera Viol
Cenotécnico - Sérgio Barbosa e Ana Paula Barbosa
Iluminação - Jorginho de Carvalho e Rony Rodrigues
Montagem -  Rony Rodrigues, Ernando Souza e Ciro Belucci
Operação de luz - Rony Rodrigues
Criação gráfica - Pablo Bertola
Equipe de divulgação - Lido Loschi, Carolina Damasceno  e Érica Elke
Direção de produção - Pablo Bertola
Produção executiva – Fátima Jorge e Karine Montenegro
Assistente de produção - Eloisa Mendes e Cida Silva.
Administração - Dulce Dias e Fernanda Fróes

Realização - Ponto de Partida
Patrocínio -  CEMIG
Incentivo - LEIC/MG e Lei Rouanet

ELENCO
Ana Alice Souza
Carolina Damasceno
Érica Elke
João Melo
Júlia Medeiros
Lido Loschi
Renato Neves
Ronaldo Pereira
Soraia Moraes

MÚSICOS
Pablo Bertola – Violão
Pitágoras Silveira - Piano

SERVIÇO
Espetáculo : Vou  Voltar – Com o Grupo Ponto de Partida
Datas: 30 de junho, sábado, 20h
             01 de julho, domingo, 19h
Local: Teatro Sesi Uberaba – Centro  cultural SESIMINAS
Ingressos 40,00 inteira e 20,00 meia
Classificação 18 anos
Telefone de informações: 34 3322-2021
ASSESSORIA DE IMPRENSA
Ponto de Partida:
Fátima Jorge - 32 99927-9416 | fatimajorgepp@gmail.com
Lido Loschi – 32 99923-4922 | lidoloschi@gmail.com

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