quarta-feira, 13 de junho de 2018

Em alta, intercâmbio estudantil é alternativa para brasileiros que buscam vivências no exterior


Cerca de 302 mil brasileiros embarcaram em 2017, movimentando mais de US$ 2,7 bi. 

A busca por uma vivência no exterior continua sendo um dos grandes sonhos dos jovens brasileiros, seja para quem quer se destacar no mercado de trabalho, desenvolver a proficiência em um idioma estrangeiro ou simplesmente conhecer novas culturas, religiões e costumes.
            Segundo pesquisa realizada pela Associação das Agências de Intercâmbio (Belta), o mercado brasileiro de educação estrangeira cresceu 22% em 2017, e alcançou a marca inédita de 302 mil estudantes. No total, o brasileiro movimentou entre US$ 2,7 e US$ 3 bilhões em programas educacionais no ano passado.
            Os programas de intercâmbios, antigamente vistos apenas como uma troca de lugar entre dois estudantes de ensino médio de países diferentes durante um ano letivo, ganharam novos formatos e novo público, e hoje é possível ter vivências como cursos de idiomas e profissionalizantes, voluntariado, trabalho temporário, estágios, graduação e até mesmo especialização. “Hoje, existem várias formas de vivenciar uma experiência no exterior. Um programa de intercâmbio, seja ele por qualquer motivo, ainda é a forma mais segura para um viajante pois ele pode contar com o apoio da agência antes mesmo de embarcar, até o momento do retorno”, destaca o diretor da World Study, agência de intercâmbio com mais de 20 anos de experiência, Paulo Silva.
            A análise de Silva vai ao encontro de alguns aspectos da pesquisa. Pela primeira vez, os programas de mestrado e doutorado apareceram entre os 10 mais procurados, mesmo com a queda do investimento público em bolsas de estudo. A demanda por cursos de graduação e certificados profissionais também aumentou, enquanto os programas de ensino médio perderam força.
            Entre os destinos mais procurados, praticamente um a cada quatro estudantes viajaram para o Canadá (23%). O país é acompanhado pelos Estados Unidos (21,6%), Reino Unido (10,2%), Nova Zelândia (6,9%) e Irlanda (6,5%). No total, 39 destinos apareceram como opções dos brasileiros.
            “Mesmo o Canadá tendo mais atrativos para estudantes, como segurança e viabilidade financeira, muitos dos nossos clientes querem vivenciar uma experiência diferente do que a maioria das pessoas têm, e buscam destinos inusitados, como Coreia, Dubai e Japão. Hoje em dia, a curiosidade e ousadia são diferenciais, inclusive em currículos. Por isso, é importante oferecer programas interessantes e para destinos diversificados”, finaliza Silva.

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Oleh

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