quarta-feira, 9 de maio de 2018

Lesões do Manguito Rotador: a causa da dor mais frequente do ombro


Muitas pessoas não dão a devida atenção para as dores no ombro. O que parece um simples incômodo pode, em muitos casos, trazer consequências graves como a impossibilidade de realizar movimentos simples, quando não tratadas adequadamente. A incidência das lesões do manguito rotador aumenta com a idade e acomete cerca de 20% dos pacientes entre 50 e 60 anos, podendo chegar a até 62% nos pacientes com 80 anos de idade, de acordo com a Revista de Ciências Médicas e Biológicas.
O manguito rotador é composto por quatro tendões que são responsáveis pela maioria dos movimentos da articulação do ombro, permitindo a movimentação livre do braço. De acordo com o ortopedista especialista em ombro do Hospital Santa Clara, Dr. Cassiano Diniz Carvalho, as lesões podem ser traumáticas de forma indireta (quando o paciente cai com a mão de forma espalmada e, geralmente, ocorre nos pacientes com menos de 40 anos) ou degenerativas. “A maioria das lesões são degenerativas, ocorrendo nos pacientes com mais de 50 anos e trata-se de um envelhecimento natural do tendão que pode levar à ruptura do mesmo com o passar dos anos”, explica.
Os fatores de risco são o desequilíbrio muscular entre os rotadores internos e externos da musculatura do ombro, o tabagismo, a síndrome do impacto e os repetidos processos inflamatórios que podem acometer o tendão.
“O principal sintoma é a dor, com uma característica de ser noturna, quando o paciente vai dormir, podendo piorar ao deitar de lado. Outros sintomas são a perda de força no membro superior e a incapacidade de o mesmo levantar o braço acima do ombro”, afirma o médico.
Um exame físico completo é capaz de fazer o diagnóstico da lesão. Para complementá-lo, a ressonância é o exame mais indicado para confirmar e dimensionar a lesão. O diagnóstico que também pode ser realizado através de uma ultrassonografia.
As lesões do manguito rotador podem ser parciais ou totais, sendo que as parciais ainda são subdivididas em baixo grau e alto grau. “Lesões de baixo grau acometem menos que 50% do tendão e são tratadas conservadoramente com uma fisioterapia adequada e tratamento medicamentoso. Já as lesões parciais de alto grau também devem ser tratadas, inicialmente, sem cirurgia, porém a taxa de sucesso é muito menor. Nos casos de falha do tratamento conservador e nas lesões totais, o tratamento cirúrgico deve ser indicado”, afirma o especialista.
Quando não tratada, a lesão pode evoluir para uma artrose. A artrose gera limitações muito importantes para as atividades diárias e muita dor. Caso a artrose surja e se torne sintomática, com dor intensa, o tratamento cirúrgico se torna mais agressivo, sendo necessária a substituição dos ossos desgastados por uma prótese de ombro.
Fique atento, o principal sinal de alerta é a dor, especialmente se esta for noturna. “Se você tem mais de 50 anos e apresenta uma dor com estas características, um especialista de ombro deve ser consultado. A prevenção sempre é o melhor remédio, por isso, fortaleça a musculatura do seu ombro. Exercícios adequados e regulares vão diminuir o seu risco de ter a lesão. E se você já pratica atividade física, a interrupção deve ser avaliada por um especialista, que informará suas limitações; e esta deve ser compartilhada com o personal ou treinador. Muitas vezes, os sintomas da lesão do manguito rotador podem se confundir com a tendinite. Neste sentido, um especialista de ombro pode te auxiliar no diagnóstico e tratamento correto”, finaliza Dr. Cassiano.

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Oleh

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