segunda-feira, 7 de maio de 2018

12 de maio é dia mundial da Fibromialgia


No Brasil, estima-se que 4,8 milhões de pessoas têm a doença, mas apenas 2,5% desse total recebem tratamento adequado. 

Para tratar a fibromialgia é preciso ter muita experiência, pois é uma doença com causa desconhecida, muitos sintomas e cujo diagnóstico não depende de exames de sangue ou Raio-X.
Com quase 50 anos de carreira, o reumatologista, Carmo Gonzaga de Freitas, de Uberlândia (MG), conta que para ajudar o doente é preciso ter uma boa relação médico-paciente para entendê-lo como um todo: seu corpo, suas emoções e seus sentimentos. “É uma doença dolorosa. Muitas vezes o doente sente muita dor com um simples contato físico, e nenhum exame comprova essa dor”, diz.
O principal sintoma é a dor em vários músculos, tendões e articulações, inclusive na coluna vertebral. Mas a doença apresenta ainda muitos outros sintomas, como: cansaço, tristeza, depressão, dificuldade de concentração, palpitação, sono não reparado, dor de cabeça e até mesmo períodos de diarreia ou prisão de ventre, dor abdominal e dificuldade de digestão, em intensidades que variam de moderada à forte.
“O tratamento medicamentoso é indispensável e não existe um remédio específico. O que há é um conjunto de remédios associados que, a curto e médio prazo, eliminam as dores e sintomas da doença”, explica Dr. Carmo, para quem a reabilitação física é outro aspecto indispensável do tratamento.
“É a reabilitação física, por meio de exercícios físicos regulares e orientados, que trará de volta a qualidade de vida perdida”, afirma contundente. Em alguns casos, o médico também indica fisioterapia, apoio psicoterapêutico e outras formas de relaxamento, como massagem, etc.
A Fibromialgia atinge cerca de 4% da população mundial e, neste mês de maio, há um grande esforço em centros, hospitais e clínicas de todo o mundo para divulgar a doença e a importância do tratamento adequado.

Mais sobre Dr. Carmo de Freitas
Com quase 50 anos de carreira, Carmo Gonzaga de Freitas foi o primeiro reumatologista da região do Triângulo Mineiro (MG) e co-fundador de um dos maiores complexos hospitalares de Uberlândia. Atualmente, representa o Estado e o Brasil em investigações clínicas e laboratoriais, encontros e congressos internacionais, com destaque para sua participação anual na EULAR - Liga Europeia de Reumatologia.

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Oleh

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