quarta-feira, 18 de abril de 2018

Grupo de artesãs envia 100 bonecas para Moçambique


No dia 14 de junho decola, de Uberlândia, a quarta remessa de bonecas de pano fabricadas por um grupo de artesãs, com destino a Moçambique.  As bonecas estão sendo feitas pela Marta Pontes Pinto e mais seis amigas.   
Tudo começou quando a Marta foi em uma das viagens da Missão Sal da Terra para Moçambique junto com a filha, Dr.ª Juliana Freitas que é pediatra e voluntária no programa Missão África. Depois da experiência no país africano e de ver o trabalho da filha, Marta resolveu ajudar com aquilo que sabe fazer, o artesanato.   
Foi então que ela e mais seis amigas resolveram confeccionar bonecas para presentear as crianças acolhidas pela Missão África. Segundo Marta o importante é ajudar sempre do jeito que for possível. “Por menor que a ação pareça para nós ela é muito importante para quem está a espera de nós”. Afirma a artesã.    

A Missão África 
De 2012 até hoje, o projeto Missão África já conseguiu, com recursos de doações, construir o prédio onde funciona a Escola Comunitária ONG Missão África de Mutua. Onde trabalha-se a alimentação e a educação de crianças de 4 e 5 anos ensinando a ler, escrever e desenvolver atividades educacionais. As doações também proporcionaram novas instalações para o funcionamento da escola Infantil de Nhamaing C onde a Missão atua com atendimentos médicos, odontológicos e financeiros ajudando na aquisição de uniformes, também foi construída com recursos da ONG.    
Além das escolas, o projeto envia recursos mensalmente para o Centro Nutricional Samora Machel, que atende 80 crianças de 0-2 anos diariamente e atua na capacitação de profissionais da saúde e educação, realizando treinamentos e cursos ministrados por médicos e enfermeiros brasileiros que viajam com a Missão.    
   
Sobre Moçambique   
Moçambique, assim como a maioria dos países da África Subsaariana, apresenta vários problemas socioeconômicos. Conforme dados divulgados em 2010 pela Organização das Nações Unidas (ONU), o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do país é o quinto menor do mundo: 0,284. A expectativa de vida dos habitantes é de apenas 42,2 anos; o analfabetismo atinge mais de 55% da população; a taxa de mortalidade infantil é de 86 óbitos a cada mil nascidos vivos. 
Praticamente toda fonte de renda da população do país são provenientes da pesca (principalmente camarão), agricultura (cana-de-açúcar, algodão, mandioca, etc.), mineração (bauxita, ouro e pedras preciosas), extração de gás natural, exploração de madeira e do turismo. Isso faz com que o país seja considerado como um dos países mais pobres e menos desenvolvidos do mundo.  Segundo dados da UNICEF (2010), em 2008/2009, de 21,5 milhões de pessoas em Moçambique, 55% da população vivem abaixo da linha de pobreza com cerca de meio dólar americano por dia. Segundo dados dos indicadores de desenvolvimento mundiais de 2010, a expectativa de vida ao nascer é de aproximadamente 50 anos. A mortalidade de menores de cinco anos em Moçambique é a 16ª maior do mundo. 

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Oleh

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