sexta-feira, 27 de abril de 2018

Especialistas defendem aproximação entre academia, governos e empresas para inovação tecnológica em saúde


Brasil é o 13º país no mundo na produção de artigos científicos. 

Autoridades e estudiosos das áreas de saúde e tecnologia participaram na tarde desta terça-feira (24) de debates sobre o futuro da saúde no País. As discussões ocorreram durante o X Fórum Nacional sobre Inovação Tecnológica em Saúde no Brasil, realizado peloInstituto Brasileiro de Ação Responsável com o apoio do Senado Federal.
O evento tem o objetivo de contribuir para a disseminação de informações do trabalho desenvolvido por diversos setores de pesquisa no âmbito da tecnologia voltada para a saúde, para que seja fomentada a criação de projetos e iniciativas nos âmbitos dos Poderes Legislativo, Executivo e privado. “A participação dos senhores, cada dia, reafirma a necessidade, a legitimidade e o interesse que a população tem na formulação de projetos de lei e embasamentos de políticas públicas”, disse Clementina Moreira Alves, presidente do Ação Responsável, ao abrir o fórum.

Debates técnicos
O presidente da ITMS e médico cardiologista, Roberto Botelho,  foi um dos palestrantes do Fórum. Ele integrou a segunda parte dos debates que contou também com a presença de representantes de diversas Secretarias do Governo Federal. Nesta rodada técnica participaram, além do médico Roberto Botelho, Daniel Zanetti, do Departamento de Gestão e Incorporação de Tecnologias em Saúde; Flávio de Oliveira Gonçalves, do Departamento do Complexo Industrial e Inovação em Saúde; Henrique Tada, da Associação dos Laboratórios Farmacêuticos e Rodrigo Silvestre, especialista em Inovação e Saúde.
De acordo com dados apresentados pela Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP), na última década, os avanços brasileiros no setor da pesquisa são sensíveis. O número de doutores duplicou e a quantidade de pesquisadores é quatro vezes maior. Já não é possível afirmar o mesmo sobre a qualidade. O pouco investimento e a falta de continuidade dos projetos, fortes fatores que influenciam nos resultados qualitativos, são provocados pela não definição de prioridades. “Não dá para ser bom em tudo. Precisamos fazer escolhas”, disse Fernando de Nielander Ribeiro, analista da Presidência da FINEP, ao lembrar que o Brasil tem tradição em pesquisa em saúde e que, até hoje, a área ocupa uma parcela considerável dos estudos.

As informações deste texto são da jornalista Tatiana Cochlar – Instituto Brasileiro de Ação Responsável.

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Oleh

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