terça-feira, 6 de março de 2018

Saúde renal da mulher é tema neste 8 de março


Dr. Sandro Beraldo - Nefrologista

 Lembrado como o Dia Internacional da Mulher, neste ano, oito de março, também passa a ser conhecido como o Dia Mundial do Rim. A campanha é celebrada anualmente toda segunda quinta-feira de março e, em 2018, pela coincidência das datas, a Sociedade Brasileira de Nefrologia (SBN) trabalhará o tema: “Saúde da Mulher - Cuide dos Seus Rins”. O Hospital Santa Genoveva tem o intuito de divulgar o tema entre seus pacientes e funcionários, visando prevenir e disseminar informações para detecção precoce da doença, aumentando as possibilidades de tratamento.
A rotina atribulada de trabalhar fora e ainda ter tempo para cuidar da casa e família, pode fazer com que muitas mulheres deixem a saúde em segundo plano. De acordo com dados divulgados pelo Instituto Mundial de Doenças Renais, World Kidney Day, as doenças renais crônicas afetam aproximadamente 195 milhões de mulheres no mundo, além de ser considerada a oitava causa de morte, com cerca de 600 mil óbitos por ano entre o público feminino.  
Para o Nefrologista do Hospital Santa Genoveva, Sandro Diego Beraldo, a incidência de doenças renais em mulheres têm se destacado nos últimos anos. “De cada cinco homens e quatro mulher com idade entre 65 e 75 anos, um terá doença renal crônica. Acima de 75 anos, metade dos pacientes já têm algum grau de doença renal crônica”, explica o médico.
Segundo Beraldo, o surgimento das doenças renais, incluindo as crônicas, é mais comum a partir da quinta década de vida, por ser associada à presença de outras patologias que podem surgir nesse público, como: diabetes mellitus, hipertensão arterial sistêmica, infecções, dentre outras. “Uma doença renal crônica, quando sintomática, denota que há perda de aproximadamente 50% da função renal (comprovado por elevação da creatinina sérica). O caráter ‘silencioso’ da doença,  se dá porque em suas fases iniciais os sintomas não são exuberantes, o que pode retardar o diagnóstico”, afirma o Nefrologista.
“Apesar de algumas doenças renais terem caráter genético e hereditário, é importante avaliar periodicamente a função renal através da dosagem da creatinina sérica e evitar a desidratação, infecções ou o uso de medicamentos que sejam tóxicos aos rins. Para isso, o ideal é manter o estado de hidratação, consumindo, pelo menos, entre 15 e 20 ml por quilo de água ao dia”, finaliza Beraldo.
 
Sintomas
Urina espumosa; com sangue; urinar excessivamente durante a madrugada; hipertensão arterial com estados edematosos; anemia sem evidências de sangramentos; náuseas/vômitos acompanhados de falta de apetite e queda do débito urinário, são sinais que indicam uma doença renal, merecendo investigação por um especialista.

Tratamento
O tratamento das doenças renais são direcionados de acordo com o diagnóstico. Pode-se utilizar de corticoterapia, imunossupressão, vasodilatadores, medicações específicas para as doenças de base ou meramente suporte clínico. Algumas vezes necessita-se de biópsia renal para chegar ao diagnóstico exato e instuição da terapia adequada. Se a doença renal progredir e houver falência renal, está indicada a terapia de substituição renal (hemodiálise, diálise peritoneal ou transplante renal).
 
O Hospital
O Hospital Santa Genoveva possui três nefrologistas que dão suporte clínico e dialítico para os pacientes portadores de doenças renais agudas e crônicas, adultos e pediátricos. A terapia renal substitutiva empregada no Hospital é a hemodiálise, seja em unidades de terapia intensiva ou enfermaria. Paciente pediátricos são preferencialmente submetidos à diálise peritoneal.

Compartilhar

Postagens Relacionadas

Saúde renal da mulher é tema neste 8 de março
4/ 5
Oleh

Assine via e-mail

Adicionar o seu endereço de e-mail para subscrever .

Página inicial