quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018

Fevereiro marca a luta contra o Câncer


O segundo mês do ano é conhecido como Fevereiro Laranja e é considerado o Mês de Combate à Leucemia, um tipo de câncer do sistema sanguíneo. Além disso, no dia quatro, é comemorado o Dia Mundial do Câncer. Essa data foi criada em 2005 pela União Internacional para o Controle do Câncer (UICC) e tem como objetivo aumentar a conscientização sobre a doença, que mata mais de oito milhões de pessoas todos os anos no mundo. Conscientizar pacientes, familiares e a comunidade sobre a doença faz parte da rotina do Hospital Santa Genoveva.
As Leucemias se iniciam com mutações dos glóbulos brancos que começam a se proliferar de maneira desorganizada e acelerada. Elas podem ser agudas ou crônicas, sendo mais graves as formas agudas em adultos e idosos.
De acordo com o Instituto Nacional do Câncer - INCA, a Leucemia é o 9º câncer mais comum no Brasil entre os homens e o 11º entre as mulheres. A última estatística realizada pelo Instituto, em 2016, registrou 10.070 casos naquele ano, sendo 5.540 em homens e 4.530, em mulheres.
Segundo o Hematologista do Santa Genoveva, Dr. Virgílio Farnese, as leucemias acometem todas as idades e é um pouco mais comum no sexo masculino. “A Leucemia Linfoblástica é o câncer mais comum na infância, atingindo com mais frequência a faixa etária dos dois aos cinco anos de idade, mas também pode acometer crianças até um ano de idade e, em menor frequência, adultos jovens e idosos. Na década de 1970, as chances de cura nas crianças eram de aproximadamente 20%. Atualmente, com o avanço no tratamento, essas chances em alguns centros podem chegar a 90%, com excelente prognóstico. Com o envelhecimento, a Leucemia Mielóide Aguda e os tipos crônicos, passam a ser as mais comuns”.
O médico explica que as leucemias agudas são tratadas com quimioterapia e o transplante de medula óssea é reservado para casos de alto risco ou para aqueles em que a doença não responde ao tratamento inicial. “As chances de recaída após resposta inicial variam conforme o tipo de Leucemia e a idade do paciente. O transplante de medula óssea é capaz de aumentar as chances de cura e diminuir o risco de recaída em pacientes de alto risco ou refratários ao tratamento inicial”.
Apoiar causas e fazer campanhas de conscientização sempre fez parte da rotina do Hospital Santa Genoveva. “É de extrema importância conscientizar todas as pessoas que, mesmo frente às doenças graves, é possível buscar a cura e melhorar a qualidade de vida por meio de um bom tratamento médico-hospitalar”, finaliza o CEO do Hospital, Carlos Clayton Lobato.

Sintomas
Os principais sintomas da Leucemia decorrem do acúmulo dos glóbulos brancos doentes, prejudicando ou impedindo a produção dos glóbulos vermelhos (causando anemia), dos glóbulos brancos (causando infecções) e das plaquetas (causando hemorragias). O paciente pode apresentar ainda aumento dos gânglios linfáticos, febre, suores noturnos; perda de peso sem motivo aparente, desconforto abdominal, dores nos ossos e nas articulações.
Depois de instalada, a doença pode progredir rapidamente, exigindo com isso que o tratamento seja iniciado imediatamente.

Tratamento
O tratamento das Leucemias Agudas é realizado com quimioterapia. As Leucemias Crônicas podem ser tratadas com quimioterapia, principalmente a Leucemia Linfocítica Crônica, ou com medicamentos orais, que inibem algumas mutações específicas que estão envolvidas com a doença, como no caso da Leucemia Mielóide Crônica e Leucemia Linfocítica Crônica. O transplante é reservado aos casos de alto risco de recaída ou quando houve falha ao tratamento inicial. Novos medicamentos que atuam em alvos específicos foram aprovados recentemente no tratamento das leucemias, o que pode melhorar o prognóstico daqueles casos refratários ou sem condições de transplante.

Como ser doador de medula?
Para ser doador de medula óssea, basta ir ao hemocentro e se cadastrar. O doador deverá ter entre 18 e 55 anos de idade, estar em bom estado geral de saúde, não ter doenças infecciosas ou incapacitante. Será colhido uma amostra de sangue e, se for compatível com algum paciente que aguarda por uma medula no banco, o doador será convidado a realizar a doação. As chances de se encontrar algum doador compatível é de 1 a cada 100 mil doadores, por isso é tão importante o cadastro de novos doadores nos hemocentros.

Santa Genoveva faz balanço sobre o primeiro ano do Setor de Oncologia
Todos os anos o Hospital Santa Genoveva busca inovar e trazer para Uberlândia o que tem de mais moderno em tratamentos médicos. No final de 2016, foi implantado o Setor de Oncologia, que tinha como meta inicial atender 50 pacientes nos primeiros seis meses. Hoje, um ano depois, já são aproximadamente 120 em tratamento.
Foi investido mais de R$ 1 milhão em expansão, reforma e adequação para receber pacientes em tratamento com quimioterapia. Os investimentos foram utilizados em tecnologia, infraestrutura das instalações e capacitação para proporcionar mais conforto aos pacientes.
A criação desse serviço no hospital ampliou a área de atuação com a garantia de privacidade no atendimento, com dez leitos individuais de quimioterapia. Além disso, o Setor é localizado dentro do Hospital, o que traz mais segurança aos pacientes para que, caso necessitem, tenham acesso a toda uma estrutura de internação e realização de exames, incluindo Unidades de Tratamentos Intensivos (UTIs) e um moderno centro cirúrgico, como a Sala Híbrida.

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Oleh

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