sexta-feira, 23 de fevereiro de 2018

Doença Renal Crônica: 90% das pessoas não sabem que têm a doença.

Dr. Estêvão Acerbi

Uma em cada dez pessoas sofre de doença renal crônica no mundo, segundo a Sociedade Brasileira de Nefrologia. É muita gente! Além disso, até 90% dos afetados não sabe que têm a doença. Sabe-se que os rins são órgãos de extrema importância para a nossa sobrevivência. Deles, depende a homeostase, que é o nosso equilíbrio interno. Podemos citar várias funções atribuídas aos rins, como por exemplo, a formação da urina, o equilíbrio de líquidos no nosso organismo, de sais como o sódio, potássio, cálcio, magnésio, além de tornar ativa a vitamina D no nosso organismo, produz vários hormônios, como por exemplo, a eritropoietina, que controla na medula óssea a produção de células vermelhas do sangue.
A doença renal crônica é qualquer dano ao tecido renal que acontece de forma lenta, progressiva e, geralmente, irreversível. De acordo com o nefrologista do Hospital Santa Clara, Dr. Estêvão Acerbi, os sintomas de doenças renais demoram a aparecer. “O paciente pode ter uma doença longa, com uma perda de até 70% da função renal sem ter sintomas”. Os principais grupos de risco para doenças renais são os diabéticos, hipertensos, pacientes com doenças cardiovasculares, idosos, obesos e aqueles que já têm familiares com doenças renais”, afirma Dr. Estêvão.
“Geralmente, o diagnóstico da doença renal crônica é feito pelo exame de urina simples e a dosagem da creatinina no sangue. Já o tratamento, vai depender do estágio da doença. Corrigir a obesidade, corrigir a glicemia, manter a pressão controlada, deixar de fumar e praticar atividades físicas é de extrema importância. Se o paciente já tem o diagnóstico de doença renal crônica, vai precisar de nutrição adequada, como por exemplo, a redução da ingestão de proteínas e alimentos com alto teor de potássio. Na evolução do quadro, alguns medicamentos ajudam a evitar a progressão da doença ou até mesmo estabilizar o seu avanço. Numa fase mais tardia, está indicado o tratamento de substituição da função renal, que pode ser a hemodiálise ou a dialise peritoneal, e ainda, o transplante renal”, explica o especialista.
            Por fim, o mais indicado é evitar a doença. Prevenir é o caminho. A doença renal crônica não tem cura, mas é possível parar a sua evolução ou, pelo menos, retardar sua progressão.
Confira no vídeo do Santa Clara Responde, desse mês de fevereiro, mais informações sobre esse assunto com o nefrologista, Dr. Estevão Márcio Caleiro Acerbi. Acesse o link: https://www.youtube.com/watch?v=v4yiwiHs198

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Oleh

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