quarta-feira, 10 de janeiro de 2018

População deve manter cartão de vacina atualizado



Doses para três enfermidades tiveram alterações nas idades de vacinação; imunização é gratuita e está disponível nas unidades de saúde de Uberlândia

A vacina é a forma mais eficaz de proteger o corpo de várias infecções. Para evitar doenças como coqueluche, rubéola, sarampo, tuberculose, meningites e várias outras, 19 vacinas recomendadas pela Organização Mundial da Saúde (OMS) são oferecidas pela rede municipal de saúde à população. Todas as doses aplicadas são gratuitas e estão disponíveis nas salas de vacinação do Município, que ficam nas unidades básicas de saúde e em seis Unidades de Atendimento Integrado (UAIs).
            E se engana quem pensa que apenas as crianças precisam se proteger. Adolescentes, adultos, idosos e gestantes também fazem parte do calendário de vacinas e precisam garantir as doses, conforme explicou a coordenadora do Programa de Imunização, Cláubia Oliveira. “É importante estar com o cartão em dia para evitar doenças que são de evolução grave e que podem levar a óbito. São várias as vacinas que protegem desde o nascimento até a terceira idade”, comentou.
            As primeiras doses são aplicadas logo ao nascer, quando são ministradas as vacinas de BCG e hepatite B. Até os 4 anos de idade, a criança precisa ser levada às unidades de saúde para garantir várias outros tipos, seguindo o calendário da vacinação. Na adolescência, os pais precisam ficar atentos em relação às duas doses contra o HPV, que acontecem sempre de 9 a 14 anos para meninas e de 11 a 14 anos em meninos. Vale lembrar ainda da meningite C e de doses de reforço contra a difteria e tétano.
            Na vida adulta, é preciso verificar o cartão de vacina para certificar que as imunizações contra febre amarela, tríplice viral (sarampo, caxumba e rubéola), hepatite B e DT (difteria e tétano) estão em dia.  Os idosos e as gestantes também precisam se proteger e manter a carteira de vacinação atualizada e, por este motivo, devem procurar as unidades de saúde com periodicidade.

Mudanças para 2018
            Para o ano de 2018, o Ministério da Saúde, órgão responsável pelo Programa Nacional de Imunizações (PNI), realizou algumas mudanças no calendário de vacinação. As alterações são para as vacinações de varicela (atenuada), meningocócica C (conjugada) e febre amarela.
            Outra mudança é para a vacina de varicela (catapora), que agora conta com uma segunda dose para crianças de 4 até 6 anos. A primeira é ofertada aos 15 meses, com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Segundo a coordenadora do Programa de Imunização, a segunda dose é um reforço para garantir a proteção. “Ela busca aumentar a proteção deste grupo alvo, prevenindo ainda a ocorrência de surtos da catapora, especialmente em creches e escolas”, comentou Cláubia Oliveira. .
            A vacina meningocócica C (conjugada) passa a ser disponibilizada para adolescentes de 11 a 14 anos. É recomendado, para este grupo, administrar um reforço ou dose única, conforme a situação encontrada. Já em relação à febre amarela, devido ao cenário epidemiológico vivido no ano passado em todo o país, a vacinação para residentes ou viajantes (para as áreas de recomendação da vacina) é de 9 meses até 59 anos de idade.
            Segundo a coordenadora do Programa de Imunização, por estarmos no período de maior circulação da doença (entre outubro e maio), é importante que quem não se vacinou procure uma unidade de saúde para se imunizar e ficar protegido.  “As pessoas que já fizeram não precisam se imunizar novamente. Por isso, é importante ter o cartão de vacina atualizado. É um documento tão importante quanto a identidade, CPF ou título de eleitor. É um comprovante das doses que você tomou ao longo de sua vida que permite avaliar e, se necessário, fazer um reforço ou dose adicional de qualquer doença”, disse Cláubia.

Centro de Orientação ao Viajante
            A coordenadora do Programa de Imunização ainda orientou sobre a importância do Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP). O documento comprova a vacinação contra doenças, conforme definido no Regulamento Sanitário Internacional. Em Uberlândia, o Centro de Orientação ao Viajante (COV) está autorizado a emitir o CIVP. Mas, antes de solicitar o certificado, é preciso verificar se o país de destino exige o documento (clique aqui para descobrir). Do contrário, não é necessário.

“Desde julho do ano passado, o CIVP só será emitido para aqueles que comprovem viagem ou conexão nos países que pedem o certificado, principalmente da febre amarela. Para saber quais países fazem o requisito, basta acessar o site da Anvisa, na área do viajante, ou ligar no COV ”, recomendou Cláubia Oliveira. 
            A coordenadora reforçou ainda que existem outras vacinas importantes e que, desta forma, há a necessidade de estar em dia com o cartão para não ter nenhum transtorno na hora de embarcar. “É o caso do sarampo, uma vez que há relatos recentes da doença em alguns países da América do Sul e Europa. Independentemente da exigência do país, é muito importante estar com todas as vacinas atualizadas para evitar que essas enfermidades que já foram até erradicadas no Brasil, por exemplo, voltem a aparecer”, finalizou.

Fique ligado!
            Para mais informações sobre atualização do cartão de vacina, basta procurar as unidades de saúde da rede municipal.
            Em relação ao Certificado Internacional de Vacinação ou Profilaxia (CIVP), as informações podem ser obtidas no Centro de Orientação ao Viajante, que fica no Anexo II da Saúde (Av. Ortízio Borges, 196) ou pelo telefone: 3256-3842.

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Oleh

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