segunda-feira, 11 de dezembro de 2017

Gordura no fígado: saiba o que é a esteatose hepática

A esteatose hepática é o acúmulo excessivo de gordura no fígado. Normalmente, temos até 5% de deposição de gordura no fígado e quando essa quantidade ultrapassa 30%, ela começa a gerar alterações no funcionamento do fígado, podendo causar inflamação e outras consequências mais sérias.
A doença acomete de 20 a 40% da população. Mas, quando se trata do público obeso, esse número pode chegar a 70%. Em geral, é uma situação benigna, mas uma porcentagem expressiva dos pacientes requer uma avaliação mais rigorosa e tratamento em longo prazo. “Geralmente, o que dá início a esta doença é uma alimentação errada e o sedentarismo crônico que geram uma resistência insulínica no organismo. Essa insulina provocaria um aumento do depósito de glicogênio e, consequentemente, de gordura no fígado” explica a gastroenterologista do Hospital Santa Clara, Dra. Daniela Falqueto.
A esteatose hepática é, geralmente, assintomática, ou seja, não tem sintomas. Alguns pacientes em estágio avançado da doença percebem um desconforto na parte superior direita do abdome. Eles podem queixar-se também de uma distensão abdominal, acúmulo de gases maior do que o normal, dificuldades digestivas e até náuseas.

Diagnóstico e tratamento
O exame mais simples e prático para a detecção da esteatose hepática é a ultrassonografia abdominal. A ressonância magnética tem uma maior sensibilidade, detectando a gordura acima de 5%. “O exame de ouro seria a biópsia hepática, porém é um exame invasivo e não isento de complicações. Existe também a necessidade de complementar a investigação através de exames de sangue laboratoriais”, comentou Dra. Daniela.
O tratamento fundamental para a esteatose hepática é a mudança no estilo de vida. A pessoa tem que mudar a sua alimentação e praticar exercícios físicos regularmente. “O ideal é que ela perca de 5 a 10% do peso e os exercícios devem ser de, no mínimo, três horas semanais, com atividades que aumentem a frequência cardíaca”, explica a gastroenterologista. Além disso, existem os tratamentos medicamentosos, que podem auxiliar na redução da gordura no fígado e da inflamação. Se a esteatose hepática estiver num estágio inicial da doença, ela é reversível e o indivíduo pode voltar a ter níveis normais de gordura no fígado. Porém, se o grau já estiver muito avançado, com fibrose ou até cirrose trata-se de uma situação irreversível clinicamente”, afirma a especialista.

Prevenção
A especialista que reforça que a prevenção da estatose hepática é possível. “Temos que ter uma alimentação correta e praticar exercícios físicos regularmente. Afinal, dessa forma evitamos quase todas as doenças. Também é importante evitar a ingestão excessiva de bebida alcoólica, os fast foods, uso de esteróidese anabolizantes e medicamentos tóxicos para o fígado, que devem ser ingeridos com cautela. Inclusive, se usados em excesso podem causar uma hepatite tóxica. Podendo evoluir para a hepatite fulminante com risco de morte para o paciente. Portanto, o ideal é que se tomem medicamentos quando necessário, sob orientação e prescrição médica”, recomenda Dra. Daniela.
Apesar da gordura no fígado ser mais frequente em pacientes com sobrepeso ou obesidade, existem aqueles indivíduos com predisposição genética e que possuem a síndrome metabólica. Nesses indivíduos, a distribuição da gordura corporal é diferente, ela se concentra mais no tronco e infiltra o fígado de gordura e apesar do índice de massa corporal normal, podem ter gordura no fígado. “A esteatose hepática é apenas o começo de uma série de eventos que podem combinar com complicações na saúde do indivíduo. Ela pode evoluir, por exemplo, para o diabetes, a hipertensão arterial, a doenças cardiovasculares, como o infarto e o AVC e também pode levar à cirrose e ao câncer do fígado”, explica Dra. Daniela. Estatisticamente, naqueles pacientes que já tem a forma mais grave da esteatose hepática, chamada esteatohepatite 20% desses pacientes evoluem com cirrose hepática em 20 anos. Destes, cerca de 13% desenvolverão o câncer do fígado em 5 anos.
Confira no vídeo do Santa Clara Responde, desse mês de dezembro, mais informações sobre esse assunto com a gastroenterologista, Dra. Daniela Falqueto. 

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Oleh

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