sábado, 28 de outubro de 2017

Consumidores mineiros estão menos endividados

Mesmo com redução, 5,62 milhões de pessoas permanecem inadimplentes no Estado, de acordo com pesquisa do Conselho Estadual de SPC de Minas Gerais 
O aumento da renda em circulação devido à redução da inflação e da taxa de juros tem possibilitado que os consumidores mineiros fiquem menos endividados. De acordo com Indicador de Inadimplência do Conselho Estadual de SPC de Minas Gerais, em setembro deste ano, o número de pessoas físicas em inadimplentes em Minas Gerais registrou decréscimo de -2,47% na comparação com o mesmo mês de 2016. No Brasil, até setembro deste ano, estima-se que 59,1 milhões de brasileiros tenham alguma conta em atraso, de acordo com dados do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e da Confederação Nacional dos Dirigentes Lojistas (CNDL). 
Em Minas Gerais, 5,62 milhões de pessoas estão endividadas, o que representa 9,5% do total de devedores do País. “No ano de 2016 os indicadores macroeconômicos, como inflação, taxa de juros e desemprego estavam em patamares mais elevados, o que contribuiu para que muitos consumidores perdessem ou tivesses sua renda diminuída, levando ao endividamento”, explica o presidente do Conselho Estadual de SPC de Minas Gerais, Bruno Falci. “Por isso, mesmo com a redução destes indicadores, ainda temos uma parte significativa da população com dívidas”, acrescenta.
            Atualmente a diminuição da inadimplência é reflexo da desaceleração da inflação (IPCA dos últimos 12 meses até setembro de 2017 em 2,54% - segundo o IBGE) e da taxa de juros (Set.16 em 14,25%/Set.17 em 8,25% - de acordo com o Banco Central). “A redução da inflação, principalmente no grupo dos alimentos, permitiu um aumento na renda disponível, especialmente para as famílias de baixa renda, para as quais o componente alimentação tem um peso elevado no orçamento”, esclarece Falci. “Com isso, parte da renda está sendo destinada para o pagamento de débitos em atraso”, acrescenta. No recorte mensal (Set.17/Ago.17) houve queda de -1,01% no número de consumidores inadimplentes junto ao SPC de Minas Gerais.
Na análise por faixa etária, na comparação anual (Set.17/Set.16), o número de inadimplentes mais jovens, com idade entre 18 e 24 anos, apresentou a maior queda (-22,84%). “A entrada tardia no mercado de trabalho tem feito com que os jovens se endividem menos que por não terem renda, contraem menos dívidas”, comenta Falci. Entre os sexos, a queda na inadimplência foi maior entre os homens (-3,25%), enquanto a retração do endividamento do público feminino foi de -2,24%.

Mineiros estão reduzindo o número de dívidas
Na comparação anual (Set.17/Set.16), houve queda de -5,04% no número de dívidas de pessoas físicas junto ao SPC das CDL’s de Minas Gerais. Já na variação mensal (Set.17/Ago.17) o recuo foi de -1,26%. “A melhora dos indicadores econômicos e a taxa de desemprego diminuindo de um trimestre para o outro (2º tri.17 em 13,2%/1º tri.17 em 14,5% - segundo o IBGE), está permitindo que as pessoas quitem seus débitos” comenta Bruno Falci.
            Na abertura por faixa etária, no mês de setembro de 2017, em comparação ao mesmo mês do ano anterior, a maioria das dívidas registradas concentra-se entre as pessoas acima dos 50 anos (40,54%). “Essas pessoas permanecem sendo as mais inadimplentes por serem responsáveis por arcar com um número elevado de despesas pessoais e familiares. E, na maioria das vezes, os rendimentos não acompanham esses gastos. Ao contrário, sofrem redução devido à aposentadoria”, explica o presidente do Conselho Estadual de SPC de Minas Gerais.

Empresas do Estado ainda estão inadimplentes 
Em setembro deste ano, houve alta de +4,21% no número de pessoas jurídicas inadimplentes, comparando-se com o mesmo período de 2016. Na base de comparação mensal (Set.17/Ago.17) o crescimento foi de +0,44%.  Mas, apesar dos índices de inadimplência ainda aumentarem, o ritmo é cada vez menor. O início da recuperação da economia, aliado aos indicadores econômicos em patamares menores, tais como juros e inflação, tem contribuído para frear o aumento da inadimplência das empresas do Estado. “O aumento da renda em circulação, devido à queda da inflação e do desemprego, tem proporcionado o crescimento do consumo das famílias, o que reflete positivamente na receita das empresas”, esclarece Falci.
O setor que registrou a maior quantidade de empresas devedoras foi o de serviços. Na comparação anual (Set.17/Set.16), a alta foi de +6,78%. Em Minas Gerais, nos últimos 12 meses (Ago.16-Jul.17), o setor de serviços sofreu uma retração nas suas atividades, na ordem de -3,5%, segundo dados do IBGE. “Essa retração diminui as receitas das empresas, o que impacta diretamente na sua capacidade de pagamento”, afirma o presidente do Conselho Estadual de SPC de Minas Gerais. Os demais setores comportaram-se da seguinte forma: comércio (+3,49%); indústria (+2,3%); agricultura (-3,01%) e outros tipos de estabelecimentos (-4,79%).

Número de dívidas das empresas mineiras ainda aumenta, mas de forma moderada
Em Minas Gerais, o número de dívidas em atraso de pessoas jurídicas cresceu +3% em setembro deste ano, na comparação com o mesmo período de 2016, quando o percentual de alta era de 17%. Ainda de acordo com os dados do Serviço de Proteção ao Crédito das CDL’s de Minas Gerais, na comparação mensal (Set.17/Ago.17), o número de dívidas em atraso apresentou crescimento de +0,91%. “O número de dívidas está seguindo a mesma tendência do número de empresas devedoras, com desaceleração do crescimento”, ressalta Bruno Falci. “Com o cenário econômico apresentando sinais de melhora, as empresas buscam quitar suas dívidas para obter novamente crédito para investimentos”, conclui. O numero médio de dívidas de pessoas judicas esetembro de 2017 foi de 2,08 por empresa.


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Oleh

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