sexta-feira, 13 de outubro de 2017

Câncer de mama: prevenção é o melhor caminho

Dr.ªLia Carolina Krethy - Ginecologista 
Com exceção do câncer de pele não melanoma, o câncer de mama é o mais incidente em mulheres no Brasil e no mundo, correspondendo a quase 25%, além de ser a principal causa de morte por câncer nas mulheres no Brasil. As mulheres são as mais acometidas por esta doença e o risco aumenta com a idade, principalmente, a partir dos 50 anos, conforme dados da Agência Internacional para a Pesquisa do Câncer.
“A mama é composta de tecido gorduroso e de tecido glandular. Nas glândulas existem os lóbulos que produzem o leite e os ductos, que conduzem o leite dos lóbulos até o mamilo. O tipo mais incidente de câncer de mama é o carcinoma ductal, que corresponde a 80% e origina-se no ducto da mama e, em segundo lugar, o carcinoma lobular, que corresponde de 5 a 10%”, explica a ginecologista e obstetra do Hospital Santa Clara, Dra. Lia Carolina Kretly.
Os principais fatores de risco para o câncer de mama são: a primeira menstruação antes dos 12 anos de idade, a menopausa após os 55 anos de idade, não ter filhos ou tê-los após os 30 anos de idade, o uso de hormônios, exposição a radioterapia prévia, uso de bebida alcoólica, sobrepeso, obesidade e história familiar de câncer de mama, especialmente, em parentes de primeiro grau.
Ainda de acordo com a Dra. Lia Carolina Kretly, o câncer de mama, na maioria das vezes, não tem nenhum sinal nem sintoma nas fases iniciais. “O principal sintoma é um nódulo na mama, endurecido e indolor. Pode acontecer a alteração da coloração da mama, da textura da pele que pode ficar com aspecto de casca de laranja, nódulo palpável no pescoço e na axila e saída espontânea de secreção pelo mamilo. Mas, na maioria das vezes, não tem nenhum sintoma, por isso é tão importante fazer o rastreamento”, explica Dra. Lia.
O exame físico das mamas, feito por um profissional treinado, consegue detectar lesões superficiais maiores que um centímetro, já a mamografia, consegue detectar as lesões de uma forma mais precoce. Porém, de acordo com a especialista, para confirmar o diagnóstico é sempre necessária a biópsia.

Tratamento
Existem abordagens diferentes para tratar o câncer de mama. O tratamento cirúrgico pode ser conservador, retirando apenas a parte da mama que está afetada, ou radical, retirando todo o tecido mamário. Além disso, tem a radioterapia, quimioterapia e hormonioterapia. Só o mastologista e o oncologista conseguirão definir qual o tratamento correto para cada caso.
“Na radioterapia, como pode haver queimadura da pele, é indicado usar loção hidratante. Já na quimioterapia, é importante beber bastante água, ter uma alimentação saudável, o sono regulado, e como pode ter queda da imunidade, é melhor evitar contato com pessoas que estejam com gripe, diarreia, conjuntivite e outras doenças infectocontagiosas. Estes são os principais cuidados durante o tratamento”, explica a ginecologista e obstetra.
É muito importante manter o tratamento, apesar do aparecimento de efeitos colaterais. “A radioterapia pode causar queimadura na pele e a quimioterapia pode causar queda de cabelo, queda da imunidade, vômito e fraqueza. Lembrando que estas complicações são possíveis, isso não quer dizer que elas vão acontecer e o tratamento não deve deixar de ser feito com medo das complicações”, certifica a ginecologista.

Diagnóstico precoce 
O câncer de mama tem cura e quanto mais precoce o diagnóstico, melhor é o prognostico, ou seja, a chance de cura. Por isso, a Sociedade Brasileira de Mastologia e a American Câncer Society, recomendam que as mulheres realizem mamografia anualmente a partir dos 40 anos de idade.
Além disso, também são fatores protetores contra o câncer de mama: amamentação, alimentação balanceada e a prática de exercícios físicos. “Estima-se que através de uma dieta adequada, gordura corporal adequada e atividade física, consegue-se reduzir em 30% a chance da mulher ter câncer de mama”, recomenda a médica.


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Oleh

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