sexta-feira, 29 de setembro de 2017

Hospital Santa Genoveva conscientiza sobre o “Outubro Rosa”

Os médicos Rodolfo_Gadia e Anna Silvia Jardim 
Quando entramos no mês de outubro vem logo à mente a prevenção ao câncer de mama. A campanha do “Outubro Rosa” nasceu no país em 1990 e, desde então, a data passou a ser celebrada anualmente. O Hospital Santa Genoveva faz todos os anos a conscientização sobre o tema entre seus pacientes e funcionários, com o intuito de prevenir e disseminar informações para detecção precoce da doença, aumentando a possibilidade de cura.
De acordo com o site do INCA - Instituto Nacional de Câncer, no fechamento do biênio 2016-2017, são esperados cerca de 57.960 casos novos de câncer de mama. Ainda de acordo com o Portal, depois do câncer de pele (não melanoma), o de mama é o mais frequente nas mulheres das regiões Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste, respondendo por cerca de 28,1% dos casos novos a cada ano no Brasil. O câncer de mama é o tipo mais comum entre as mulheres no Brasil e no mundo.
Segundo a mastologista do Santa Genoveva, Anna Silvia Jardim de Freitas Borges Lucas, a recomendação da Sociedade Brasileira de Mastologia e do Colégio Brasileiro de Radiologia é que a mamografia de rotina seja feita anualmente a partir dos 40 anos. “Antes disso, elas devem realizar esse exame apenas se apresentarem risco aumentado para a doença. Como, por exemplo, aquelas que tenham casos de câncer de mama em parentes de primeiro grau antes dos 40 anos de idade”, explica Anna Silvia.
De acordo com a médica, o exame, que é feito para o rastreamento do câncer de mama, é a mamografia e os outros exames como a ultrassonografia e ressonância das mamas são solicitados em casos específicos, como complemento à mamografia.
A mastologista ainda salienta que as pessoas mais jovens também podem desenvolver a doença, mas é relativamente raro que seja antes dos 35 anos. A incidência do câncer de mama cresce progressivamente a partir desta idade mas aumenta especialmente a partir dos 50. “Por isso, todas as mulheres, em qualquer faixa etária, devem ficar atentas a quaisquer alterações palpáveis nas mamas e devem procurar avaliação médica nesses casos”, afirma a médica.
“Cistos mamários, nódulos benignos e infecções nas mamas (mastites), são algumas alterações benignas que podem ser confundidas com o câncer mama em um primeiro momento. Mas, apenas com a avaliação clínica e propedêutica adequadas que é possível fazer o diagnóstico correto”, completa a Anna Silvia. 

O câncer
Para o oncologista clínico do Hospital Santa Genoveva, Rodolfo Gadia, o câncer de mama é caracterizado pela proliferação anormal, de forma rápida e desordenada das células do tecido mamário. “A doença se desenvolve em decorrência de alterações genéticas, porém não significa que os tumores sejam sempre hereditários. Essas alterações podem ser herdadas ou adquiridas”, afirma Gadia.
Segundo o médico, o câncer de mama hereditário corresponde entre cinco e 10% dos casos, quando existem parentes de primeiro grau com a doença. Portanto, em 90% dos casos, a origem não é a hereditariedade. Já o câncer de mama masculino é bem menos frequente. As pesquisas apontam que exista somente um caso de câncer de mama em homens para cada 100 casos em mulheres.
O oncologista explica que o câncer de mama não pode ser totalmente prevenido, com exceção  das mulheres que apresentam alto risco genético comprovado com exames específicos e têm indicação de cirurgia profilática dos ovários e das mamas, além da opção pelo uso de medicações orais preventivas. “O mais comum é diagnosticá-lo o mais cedo possível. Por isso, recomendamos que as mulheres  conheçam seu corpo desde o crescimento das mamas na adolescências. O autoexame deve ser feito pelo menos uma vez ao mês, preferencialmente após o período menstrual e, após os 49 anos, a mamografia deve ser realizada anualmente. Além disso, orientamos que todas as mulheres devem procurar um mastologista para acompanhamento e exame anual preventivo a partir dos 40 anos”, disse Gadia.
Rodolfo acredita que as alterações genéticas podem ser determinadas por diversos fatores de risco, como: exposição a hormônios (estrogênios) por longo prazo, irradiação na parede torácica para tratamento de linfomas, excesso de peso, ausência de atividade física, excesso de ingestão de gordura saturada e álcool.
O médico ainda afirma que as chances de cura do câncer de mama podem chegar a 98%, se detectados na fase inicial, ou seja, quanto mais cedo ele for diagnosticado, melhores serão os resultados. Para ele, 30% dos casos evoluem para metástase que se localizam principalmente nos ossos, fígado, pulmão, pleura e sistema nervoso central. “Todo o câncer de mama é tratável, mas nem todos são curáveis e as chances dele voltar dependem da fase em que ele for diagnosticado. Quanto mais tarde for, maiores as chances de recidiva. Portanto, é fundamental que ele seja descoberto o mais precoce possível, para aumentar suas taxas de cura”, garante.

Sintomas
Nódulo único endurecido, inchaço de toda ou parte da mama, vermelhidão, inversão do mamilo, sensação de massa ou nódulo aumentado na axila, retração da pele ou do mamilo, secreção sanguinolenta pelos mamilos, inchaço do braço ou dor na mama / mamilo contínua ou descamação.

Tratamento
O tratamento do câncer de mama e da maioria dos outros tumores malignos, hoje em dia, é personalizado. Ou seja, para cada estágio do tumor, cada alteração molecular e genética, é adotada uma conduta terapêutica. As principais modalidades de tratamento são a cirurgia, quimioterapia, radioterapia e hormonioterapia, que podem ser usadas isoladamente ou associadas.

O Hospital
O Santa Genoveva possui uma equipe multidisciplinar composta por mastologistas, cirurgiões plásticos, radiologistas, patologistas, médicos nucleares e oncologistas. Assim, o paciente consegue o diagnóstico e o tratamento necessário (cirurgia e quimioterapia) em um mesmo local, o que facilita o acompanhamento do mesmo.
Além disso, o CDI - Centro de Diagnóstico por Imagem, que faz parte do complexo hospitalar, possui aparelhos de mamografia, ultrassonografia e ressonância magnética para as mamas.


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Oleh

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