terça-feira, 12 de setembro de 2017

Hospital Santa Genoveva conscientiza sobre o “Setembro Amarelo”, mês que marca a luta contra o suicídio


Dra. Ana Carolina Chaves - Psiquiatra

 Setembro é o mês de conscientização contra o suicídio, um problema considerado grave e questão de saúde. A Organização Pan-Americana da Saúde / Organização Mundial da Saúde (OPAS/OMS) alertam que o suicídio é responsável por uma morte a cada 40 segundos no mundo.
Segundo dados da ONU – Organização das Nações Unidas, mais de 800 mil pessoas morrem por suicídio a cada ano. Essa é a segunda principal causa de morte entre as pessoas de 15 a 29 anos de idade. Confirmando essa estatística, o Santa Genoveva chegou a atender cerca de sete casos de pacientes que tentaram tirar a própria vida no ano de 2016 e, neste ano, de janeiro até o momento, foram dois casos. Estes números foram apurados através dos registros do serviço social do Hospital.
As causas mais comuns são em decorrência de transtornos mentais, como esquizofrenia e bipolaridade, bem como dependência química, alcoolismo e depressão. Mas quando há mais de um transtorno associado, o risco de tentar contra a própria vida é maior. Para a psiquiatra do Hospital Santa Genoveva, Ana Carolina Chaves Alucio, ter pensamentos de morte como única saída frente a algumas situações de dor ou impotência extrema, é comum ao ser humano, mas definir se o fará ou não, envolve uma série de fatores biológicos, emocionais, culturais, filosóficos e religiosos. “É difícil definir o que leva uma pessoa a se matar. Acredito que não haja uma única causa, mas um conjunto de fatores que leva o indivíduo ao ato. Estudos sugerem que 90% das vítimas de suicídio tinham alguma doença mental, o que pode não ser determinante, mas expõe a pessoa a uma vulnerabilidade maior ao ato”, disse. 
Para ela, existem alguns sinais que podemos observar quando o indivíduo está com intenção suicida: a maioria das pessoas, antes de tentar tirar a própria vida, fala sobre isso com alguém e têm mudanças repentinas de hábitos e humor. “Apesar de as mulheres tentarem mais o suicídio que os homens, são eles os que, majoritariamente, chegam às vias de fatos, pois utilizam meios mais agressivos e letais”, afirma.
Por vários anos evitava-se falar em suicídio. Era um assunto rodeado de tabus, o que não permitia enxergar quem estava mais vulnerável. “Estima-se que 50% das pessoas que suicidaram, já haviam tentado anteriormente. Essa é uma questão de saúde pública grave. Demonstra o maior grau do sofrimento humano. É importante cada vez mais falarmos sobre esse tema, levarmos informação e, principalmente, solidariedade às pessoas”, finaliza a médica.

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Oleh

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