sexta-feira, 11 de agosto de 2017

No dia do garçom, Sindtur relembra a história de um profissional com mais de meio século na área



Profissional por muitas vezes desvalorizado, o garçom tem um papel épico e é lembrado pelo Sindtur – Sindicato Intermunicipal de Hotéis, Restaurantes, Bares e Similares do Triângulo Mineiro, Alto Paranaíba e Noroeste de Minas Gerais – pela importância perante a sociedade e o ciclo do turismo. “Esses profissionais são a cara do estabelecimento, o contato direto com o cliente. Eles têm que saber vender o produto, sempre com muita criatividade e agilidade", reforça o superintendente do Sindtur, Cláudio Fernandes.
Neste dia, o Sindicato relembra a história de Alaor de Oliveira que, conhecido como “Sabiá”, tem 78 anos e há 51 trabalha como garçom; seu primeiro registro profissional nessa função em dezembro de 1965. Natural de Água Comprida, e registrado em Uberaba, passou a juventude em Capinópolis e mudou-se para Uberlândia aos 25 anos. É casado e pai de cinco filhos. Todos criados e educados com o dinheiro suado fruto dos trabalhos nos bares e restaurantes da cidade e o apoio incondicional da esposa.
Com mais de meio século na profissão, Sabiá sempre gostou da sua rotina. “Com o fruto do suor de meu trabalho consegui criar meus filhos, ajudar minha família e, mesmo com origem humilde de trabalhador rural, conseguimos comprar uma casa e hoje podemos desfrutar de alguns luxos, como viagens em família e morar na região central da cidade”, disse.
Trabalhou nos restaurantes mais tradicionais de Uberlândia, como o Bar da Mineira, onde ficou por dez anos e no Garibaldi, em que trabalhou por 15 anos e meio. Há 19 anos está no restaurante Barolo.
Das personalidades que atendeu, Sabiá destaca Chico Anísio e Chacrinha. Para ele, ser garçom é uma vocação e não é qualquer um que consegue. “Trabalhar nessa profissão é poder sempre fazer amigos e contar histórias, e eu consegui colecionar muitos”, conta.
Mesmo sendo o garçom com registro profissional mais antigo em Uberlândia, ele ainda não pensa em parar. “Tudo o que conquistei devo ao meu trabalho e às empresas por onde passei. A confiança dos patrões e a amizade dos clientes é que nos dá ânimo para continuar”, finaliza.

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Oleh

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