quinta-feira, 15 de junho de 2017

Vai financiar? A escolha do sistema de amortização pode gerar economia de até 25% no total de juros pagos

Ao assinar o contrato de financiamento imobiliário, seja através do Sistema Financeiro Imobiliário (SFI), Sistema Financeiro da Habitação (SFH) ou financiamento próprio, o mutuário tomador do empréstimo pode escolher qual sistema de amortização será utilizado.
            De acordo com o presidente da Associação Brasileira dos Mutuários da Habitação (ABMH), Lúcio Delfino, os sistemas de amortização mais utilizados são o Sistema de Amortização Constante (SAC) e a chamada Tabela Price, ou sistema francês de amortização. “A diferença entre um e outro envolve explicações matemáticas um pouco complexas”, reconhece. Mas, Delfino diz que resultam no seguinte:

Sistema de Amortização Constante (SAC)
Prestação diminui ao longo dos anos;
Devedor paga menos juros;
Prestação inicial maior.
É o melhor dos sistemas, nesse o mutuário pagará menos juros ao final do financiamento, pois tem uma amortização constante no saldo devedor ao longo dos anos, de forma que o montante financiado diminuirá numa velocidade mais rápida, ainda que se mantenha o prazo.

Sistema Price
Prestação aumenta ao longo dos anos;
Devedor paga mais juros;
Prestação inicial menor.
Nesse sistema, o mutuário tem uma prestação menor no início do financiamento e que aumenta no decorrer dos meses. Isso porque, inicialmente, a amortização do saldo devedor é pequena e aumenta no decorrer dos anos.
Em um financiamento de R$ 100 mil, com prazo de 240 meses, taxa de juros de 10% ao ano e correção monetária da TR, estimada em 2% ao ano, o presidente da ABMH informa que seriam os seguintes resultados:

SAC
Tabela Price
1ª Prestação
R$ 1.250,00
R$ 965,02
Última prestação
R$ 626,61
R$ 1.439,28
Valor total pago
R$ 298.910,81
R$ 345.426,82
Juros totais pagos
R$ 149.766,09
R$ 196.282,10
 Como visto, a opção pelo Sistema Price deve ser utilizada somente quando o comprador não tem condições de optar pelo SAC, como ressalta Delfino. “Também é importante que tenha expectativa de aumento em sua renda mensal ou uma ambição real de fazer a quitação antecipada do financiamento antes do prazo final contratado inicialmente”, destaca.

Consórcio
Embora tenha uma proposta diferente do financiamento, para quem planeja comprar, construir ou reformar um imóvel e pode esperar para fazer uso do bem ou iniciar a obra, o consórcio também pode ser considerado. “Mas cada pessoa deve analisar seu caso individualmente”, como observa Delfino.

            No consórcio, o valor da carta de crédito e das parcelas é corrigido com base no valor do bem ou da inflação, que ocorre, em geral, uma vez por ano, utilizando os índices oficiais, como INCC, IGP-M ou INPC. “Ou seja, as prestações e o valor da carta de crédito aumentam com o passar dos anos (o valor da carta de crédito aumenta até a data da contemplação, já as prestações aumentam até o final do prazo contratado). Assim, os primeiros contemplados do grupo pagarão uma parcela correspondente ao valor atualizado do bem, embora tenham recebido uma carta de crédito em valor inferior no momento da contemplação (por lance ou sorteio)”, esclarece o presidente da ABMH.

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Oleh

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