sexta-feira, 9 de junho de 2017

Doação de sangue no Brasil não passa dos 2%

Medo, insegurança, aquele receio de pegar alguma doença. Esses são alguns motivos que as pessoas alegam para não doar sangue, não é mesmo? De acordo com o Ministério da Saúde, apenas 1,8% da população faz a doação de sangue regularmente.
            De acordo com o hematologista do Hospital Santa Clara, Adilson Botelho Filho, a população ainda tem diversos temores em relação à doação de sangue, porém ele explica que o ato é tranquilo e totalmente seguro. “Muitas pessoas tem insegurança e acreditam que podem pegar doenças através da doação de sangue. Sabemos que isso é um mito, pois o processo é todo controlado e feito com materiais descartáveis, o que amplia ainda mais a proteção, tanto de quem doa quanto de quem recebe o sangue,” explica Adilson.
            O hematologista ainda revela que existem tipos sanguíneos que são mais difíceis para se manter estoque. “Existem tipos sanguíneos como O e A negativos que são mais difíceis de serem encontrados e temos poucas doações desse tipo. Já o tipo AB negativo é raro tanto para doação, quanto para demandas de pacientes que eventualmente precisem dele. Os outros tipos sanguíneos são mais fáceis de ter em estoque o que, de nenhuma forma, desabilita a população a doar,” comenta.
            De acordo com o Hemocentro Regional de Uberlândia, os dados relacionados a estoques são atualizados todos os dias, portanto, a demanda é sempre constante, pois de um dia para o outro, os estoques de algum tipo sanguíneo podem cair. Para a doação, são necessários alguns requisitos como:
·         ter e estar em boa saúde;
·         não ter tido hepatite após os 11 anos de idade;
·         ter idade entre 16 (menores somente poderão se candidatar a doação de sangue com a presença dos responsáveis legais ou autorização dos responsáveis com firma reconhecida em cartório) e 69 anos (desde que a primeira doação seja efetuada antes dos 60 anos);
·         pesar acima de 50 kg;
·         dormir bem na noite anterior à doação;
·         não ter comportamento de risco para doenças sexualmente transmissíveis;
·         não ter tido gripe, resfriado ou diarreia nos últimos sete dias;
·         não ter ingerido bebida alcoólica nas últimas 12 horas;
·         não ter sido submetido a exame de endoscopia ou broncoscopia nos últimos seis meses;
·         não ter feito tatuagem nos últimos 12 meses;
·         não doar sangue em jejum. Pela manhã, alimente-se antes; à tarde, dê um intervalo de 3 horas após o almoço;
·         tratamento dentário impede a doação por período de 1 a 30 dias, conforme o caso;
            Adilson explica que o mais importante em toda a questão da doação, é a disposição e boa vontade do indivíduo em ajudar o próximo. “Qualquer doação de sangue é bem vinda, então, sempre orientamos as pessoas para que façam suas doações, para que haja material suficiente para atender aqueles que precisam e, consequentemente, salvar vidas,” finaliza.


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Oleh

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