segunda-feira, 8 de maio de 2017

Grupontapé de Teatro estreia espetáculo “Tempo de Águas” dirigido por Inês Peixoto (Grupo Galpão), neste fim de semana, em Uberlândia-MG

Com as atrizes Katia Bizinotto e Katia Lou no elenco, o Grupontapé de Teatro é a primeira Cia. do Brasil a montar o texto da dramaturga argentina Patrícia Zangaro, com a tradução de Eduardo Moreira e Katia Lou. 

Com 22 nos de estrada, um dos mais tradicionais grupos de Uberlândia, o Grupontapé de Teatro, estreia, no dia 13 de maio, às 20 horas, na Escola Livre do Grupontapé de Teatro, em Uberlândia-MG, o espetáculo “Tempo de Águas”. Com a classificação livre, a peça dirigida pela atriz e diretora Inês Peixoto (Grupo Galpão) tem a duração de 70 minutos. 
A montagem conta a história de duas mulheres, uma velha e a outra jovem que, confinadas por causa de uma tempestade, refletem sobre a condição de suas vidas em meio a atritos e entendimentos. Um encontro inesperado que traz à tona revelações de um universo feminino, sobretudo humano. 
“Tempo de Águas” é um texto da dramaturga Patricia Zangaro, autora argentina de diversos textos teatrais, que coleciona muitos prêmios e suas obras têm sido traduzidas para o português, inglês e francês. O Grupontapé é a primeira companhia de teatro a montar esse texto, no Brasil. No elenco, estão as duas atrizes co-fundadoras do Grupo: Katia Bizinotto e Katia Lou e, na retaguarda, toda a equipe da trupe envolvida no processo. 
O espetáculo representa para o Grupontapé a conclusão de um ciclo iniciado em 2009, no qual se propôs a uma trajetória em busca da autonomia artística. Participaram desse ciclo os diretores: Fernando Limoeiro, Cris Lozano, Juliano Pereira, Mário Delgado (in memorian), Aryel Gutierrez e Eduardo Moreira. “Terminar esse ciclo com a direção de Inês Peixoto, uma artista completa e sendo ela uma representante do Grupo Galpão, é motivo de celebração para o Grupontapé, por ser a sua maior referência desde o início de sua trajetória, bem como para tantos outros grupos no Brasil e no mundo”, comenta Katia Bizinotto.

A montagem
Os encontros com a direção iniciaram-se já em novembro, uma vez que o interesse era que a estreia se desse dia 22 de abril, data de nascimento das atrizes Katia Bizinotto e Katia Lou. “A Katia Lou foi a responsável por fazer esse texto chegar às nossas mãos. As duas já haviam lido anos antes, mas lemos juntas e de imediato me apaixonei por ele. Mergulhamos então nessa história atemporal, que nos trouxe chão para pensarmos a condição da mulher sob vários aspectos. Inspiradas por tudo que o teatro nos possibilita, embaladas por cantos e danças sagradas, unimos nossas forças para colocar em cena, de forma extremamente poética, a força do feminino para vencer a opressão e o esquecimento”, conta Inês Peixoto.
Para Katia Lou o texto abordava o que elas estavam buscando construir. “Mas com uma diferença: já estava pronto e poderíamos nos dedicar então a mergulhar nele. Levando em consideração o início dos nossos ensaios, após a escolha do texto, o processo foi relativamente rápido, mas se olharmos para a história do Grupo praticamente levamos 23 anos para chegarmos até aqui”, complementa. 
Leituras, workshops e ensaios aconteceram entre idas e vindas no trecho Uberlândia e Belo Horizonte. O substrato desse trabalho está calcado na experiência e a convivência de quase 23 anos de Grupo dessas duas atrizes, sob a regência de uma direção sensível e atenta. 
Além de Inês Peixoto na direção, o Grupontapé contou com a parceria de profissionais de fora e do próprio Grupo que agregaram muito ao processo, como o ator, diretor e dramaturgo Eduardo Moreira, um dos responsáveis pela tradução do texto juntamente com a atriz Katia Lou; o multi artista Flávio Arciole, um grande e antigo parceiro do Grupo que, juntamente com Inês Peixoto, assina a criação dos figurinos e do cenário; Babaya Moraes, preparadora vocal de importantes grupos e artistas, assumiu a direção de texto; Mona Magalhães, uma nova parceira a quem coube a caracterização das personagens; a atriz e diretora Juliana Nazar, que fez a assistência de direção; o premiado iluminador Alexandre Galvão, criador da iluminação dos dois últimos espetáculos do Grupo que, juntamente com Juliano Rodrigues, assinam a iluminação desse trabalho, e Vinícius Alves, que preparou a ambientação sonora do espetáculo e toda equipe do Grupontapé, entre outros profissionais e amigos que participaram do processo.

A arte não pode esperar
“Esse espetáculo é fruto da nossa vontade, mas também fruto de parcerias. Tivemos o projeto que incluía a montagem, aprovado no último edital da Lei Municipal de Incentivo à Cultura (2016). Entramos, em 2017, com recurso garantido, pois as DI´s foram protocoladas nos primeiros dias de janeiro. O contrato com patrocinador foi assinado e a conta corrente aberta, mas fomos pegos de surpresa com os ensaios já em andamento, quando foi decretada a calamidade financeira do município o que nos impediu de receber o patrocínio”, conta a atriz Katia Bizinotto. 
Para a atriz e uma das gestoras do Grupo isso gerou muita ansiedade, porque o Grupo não tinha a opção de não fazer ou de esperar para 2018 ou, na melhor das hipóteses, para o segundo semestre. “A agenda de muitos dos envolvidos estava comprometida para o segundo semestre. Foi desgastante trabalhar sem recurso. Mas o que contou foram as parcerias, a solidariedade e o desejo de ver esse trabalho de pé. Agora esperamos que o município honre o projeto que foi readequado para custear as apresentações para estudantes da rede pública gratuitamente”, declara.

O Grupontapé de Teatro 
Criado em 1994 na cidade de Uberlândia, o Grupontapé tem como missão o desenvolvimento humano por meio do teatro. Realizou diversas montagens de vários autores e de própria autoria, proporcionando reflexão com sensibilidade ao público pelas diversas cidades que circulou, no Brasil e na América Latina.
Focado no processo do teatro de grupo, para além dos espetáculos o Grupontapé mantém, desde 2001, a Escola Livre do Grupontapé de Teatro, espaço de formação e intercâmbio na cidade de Uberlândia, onde é atuante na organização e representação política da atividade teatral. 
Fazer um teatro que comunica com o público e que aborda questões ligadas à condição humana sempre foram escolhas naturais do Grupo durante seus 22 anos de trabalho contínuo. 

SERVIÇO
O quê: Estreia do espetáculo “TEMPO DE ÁGUAS” do Grupontapé de Teatro
Quando: 13 de maio de 2017
Horário: 20 horas
Local: Escola Livre do Grupontapé de Teatro. Rua Tupaciguara, 471. B. Aparecida. Uberlândia-MG
Ingressos: R$ 20,00 inteira – R$ 10,00 meia. (A bilheteria abre uma hora antes) 
Temporada: Sextas, sábados e domingos de maio – Sempre às 20 horas 
Sinopse: “Uma mulher velha e uma mulher jovem. Confinadas por causa de uma tempestade, refletem sobre a condição de suas vidas em meio a atritos e entendimentos. Um encontro inesperado que traz à tona revelações de um universo feminino, sobretudo humano. 
Classificação indicativa: Livre | Duração: 70 minutos | 

Ficha Artística e Técnica de “TEMPO DE ÁGUAS”
Texto: Patrícia Zangaro
Tradução: Eduardo Moreira e Katia Lou 
Direção e Concepção Artística: Inês Peixoto
Elenco: Katia Bizinotto e Katia Lou
Direção de Texto: Babaya Moraes
Caracterização: Mona Magalhães
Assistência de Direção: Juliana Nazar
Cenário e Figurino: Inês Peixoto e Flávio Arciole 
Iluminação: Alexandre Galvão e Juliano Rodrigues
Pesquisa Musical: Babaya Moraes e Katia Lou
Preparação Corporal: Cássio Machado 
Danças Circulares: Katia Lou
Design Sonoro: Vinicius Alves
Aulas de Kântele: Kathelini 
Equipe Técnica: Juliano Rodrigues e Imanol Tolarechipi 
Arte Gráfica:  Sofia Benetti
Pintura em tela: Charles Chaim
Registro audiovisual: Thaneressa Lima
Mídias sociais: Renan d´Oliveira
Coordenação de Produção: Rubem dos Reis
Produção Artística: Katia Bizinotto
Equipe de Produção: Marisa Cunha, Aline França
Administrativo-Financeiro: Katia Bizinotto e Eder Florêncio
Camareira: Maria Rosa dos Santos
Boy: Eliene Ricardo
Produção Geral: Balaio do Cerrado
Realização: Grupontapé de Teatro
Apoio: Escola Livre do Grupontapé, Grande Hotel Universo.

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