segunda-feira, 15 de maio de 2017

7º Festival de Quadrilhas Juninas de Uberlândia

Neste ano, acontece o 7º Festival de Quadrilhas Juninas de Uberlândia, durante a Festa Junina da Organização Não Governamental (ONG) Ação Moradia. O evento, que receberá sete grupos de quadrilheiros, é uma das poucas formas de notoriedade para os artistas do ramo, atualmente. 
A quadrilha é uma dança tradicional da França, que chegou ao Brasil por meio dos portugueses e, apesar de só a vermos na época de Festas Juninas, os artistas gastam um longo tempo ensaiando as coreografias. As apresentações e prestígio do público é o resultado de todo preparo. 
Os grupos participantes do Festival de Quadrilhas Juninas de Uberlândia deste ano incluem quadrilheiros de Belo Horizonte-MG e do próprio município.  Eles vão disputar o Troféu Anarriê, que será entregue no dia 17 de junho ao som da banda Sem Juízo. 
A equipe do grupo Forrozarte, de Uberlândia, já está ensaiando para disputa há cerca de oito meses. A quadrilheira Lorraine Andrade, que dança há dois anos, já se sente reconhecida por meio dos prêmios, mas acredita que a quadrilha ainda precisa ter mais apoio. 
"A cultura junina mineira ainda não é muito valorizada em Uberlândia, precisamos mostrar que nós existimos e que fazemos parte de uma cultura exuberante", conta Lorraine. A jovem quadrilheira também acredita que deveriam haver mais workshops juninos com a presença de representantes da União Junina Mineira. 
Para participar do concurso, os quadrilheiros se reúnem com artistas profissionais da cidade para desenvolver as coreografias e dar um grande show durante a competição. Mas, mesmo com o troféu dado ao grupo ganhador do Festival, isso pode não ser o bastante para os apaixonados pela dança seguirem uma carreira na área.
Segundo Eliana Carrijo, fundadora da Ação Moradia e idealizadora do Festival, as quadrilhas auxiliam a construção de uma política cultural nos aspectos sociais, culturais e econômicos da cidade. Mas, ela conta que no cenário das quadrilhas de Uberlândia, ainda há dificuldades, "Os participantes do movimento junino sofrem dificuldades financeiras para trabalhar adequadamente, pois há pouquíssimo investimento do setor público e privado".
Independente dos problemas que os quadrilheiros enfrentam, eles não deixam de se esforçar para chegar ao objetivo, afinal de contas, o que eles realmente querem é dançar e encantar o público. "Quero levar alegria e cativar o coração das pessoas que nos assistem, isso não tem preço e é indispensável", finaliza Lorraine ao falar sobre a paixão que tem pela quadrilha.     

A festa
A festa tradicional, que já está na 21º edição, acontecerá nos dias 27 e 28 de maio, 03, 04, 10, 11, 17 e 18 de junho ao lado do Terminal Central, na Praça Sérgio Pacheco, e terá o lucro revertido para Ação MoradiaCom oito dias de eventos, grande produção, barracas de comidas e muitos shows, a expectativa é que o público chegue a mais de 20 mil pessoas. 
 Além do Festival de Quadrilhas, a festa contará com apresentações ilustres dos grupos Paixão Caiçara, "Quadrilhão", Paixão Cangaço, Nova Geração, Chic Chic e "Os Mais Vividos do SESC", respectivamente. Após assistir as danças, o público poderá curtir os shows das bandas Cameloucos, Sociedade Livre, Música em Ação, PaQua, Êxtase, Só no Desapego, Expresso Vinil, Sempre Bom, Sem Juízo, D'Corpo Inteiro e dos cantores Théo Mello e Kaik Monteiro. 


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Oleh

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