terça-feira, 4 de abril de 2017

Redução de custo é principal fator apontado pela indústria para terceirização

Sondagem Especial Terceirização mostra que 67% das indústrias mineiras fizeram uso de serviços terceirizados nos últimos três anos 

Quatro dias após o presidente Michel Temer sancionar o projeto de terceirização que permite a contratação de serviço terceirizado em qualquer tipo de atividade de uma empresa, a FIEMG divulgou a Sondagem Especial Terceirização. A pesquisa apontou que 67% das 202 indústrias mineiras entrevistadas fizeram uso de serviços terceirizados nos últimos três anos, contra 72,2% em 2014. "As empresas consideram a terceirização fundamental para a competitividade. Lembrando, que nós competimos não é com o vizinho da rua ao lado, mas com o mundo inteiro”, diz o presidente do Conselho de Relações do Trabalho da FIEMG, Osmani Teixeira de Abreu.
Ele ressaltou que o objetivo maior é a busca da especialização. “Uma empresa não é competitiva em todas as áreas. Terceirizar uma etapa do processo é uma prática normal para a indústria, que conta com empresas que fazem determinados serviços de forma mais competitiva. Alguns setores seriam inviáveis sem a terceirização, como a construção civil ou montadoras”, exemplifica.
Entre as empresas que utilizam serviços terceirizados, cerca de 80% pretendem manter ou aumentar a utilização desse tipo de serviço nos próximos anos. Para 91,5% das empresas, a redução de custos é o principal motivo para a decisão de terceirizar.
A insegurança jurídica foi indicada por 66,7% das empresas como o principal entrave ao processo de terceirização. A qualidade dos serviços inferior à esperada e a fiscalização trabalhista também foram citados como obstáculos. “Esperamos que venham mais investimentos. A única coisa que gera empregos é o investimento. E para investir é preciso segurança jurídica”, diz Abreu.
Os empresários estão atentos aos direitos dos trabalhadores terceirizados. Quase 76% das indústrias que terceirizam verificam se a empresa contratada cumpre os encargos trabalhistas, e 71% das empresas conferem se a contratada está em dia com as normas de saúde e segurança do trabalho. 
Abreu ressaltou que ainda há confusão entre terceirização e locação de mão de obra. “Quando o empresário terceiriza, ele contrata um serviço e não pode dar ordens ao trabalhador, porque o empregado não é da empresa dele. Na locação de mão de obra é diferente. É um trabalho temporário”, alerta.
As grandes empresas foram as que mais utilizaram serviços terceirizados nos últimos três anos (78,7%), seguidas das médias (63,7%) e das pequenas indústrias (61,5%). Os tipos de serviços que são terceirizados são muito variados. Aproximadamente 50,9% das indústrias terceirizam serviços de montagem e ou manutenção de equipamentos, 48,0% utilizam serviço de logística e transporte e 42,8% contratam consultoria técnica de forma terceirizada.
A redução de custos é o principal motivador para a terceirização. Para 91,5% das indústrias, o fator é considerado muito importante ou importante para a decisão de terceirizar. Em segundo lugar, o ganho de tempo foi apontado por 88,6% das indústrias como razão muito importante ou importante para a terceirização. A pesquisa destacou também a preocupação com o aumento da qualidade do serviço, considerado por 84,1% das indústrias como ponto relevante.

Mais da metade das indústrias verificam se a contratada cumpre com encargos trabalhistas. De acordo com os resultados da pesquisa, a maioria das indústrias mineiras verifica se as empresas contratadas cumprem o pagamento dos encargos trabalhistas (FGTS, INSS e outros) e com as normas de saúde e segurança do trabalho. Essas checagens são realizadas, respectivamente, por 75,8% e 70,6% das empresas.

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Oleh

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