quinta-feira, 23 de março de 2017

Pesquisa CDL aponta otimismo com as vendas na Páscoa

Considerada uma das datas mais importantes para o setor supermercadista, a Páscoa deve gerar um aquecimento nas vendas em Uberlândia mesmo durante o período de crise. Segundo levantamento feito pela CDL Uberlândia com consumidores, a intenção da maioria é ir às compras, porém, gastando um valor menor. Entre os associados que atuam nos setores de produtos típicos dessa época, a maior parte também aposta no aumento das vendas, mesmo que em patamares mais modestos.
A pesquisa com consumidores foi realizada no balcão de atendimento da CDL durante o período de 11 a 17 de março. No total a pesquisa abrangeu aproximadamente 300 entrevistados entre consumidores e empresários.
            Ao todo, 73% dos entrevistados disseram que pretendem comprar e/ou presentear nesta Páscoa. Dentre o público que irá às compras, 71% responderam que têm intenção de gastar no máximo R$ 100. A maior parte (48%) tem intenção de fazer as compras de Páscoa em hipermercados. Na sequência, aparecem o comércio formal do Centro ( 31%), Shoppings (13%) e comércio formal de bairros (8%).
      Já a enquete feita diretamente com associados, por meio de email marketing e ligações telefônicas contemplou 18 ramos de atividades, entre confeitaria, doceria, supermercado, empório, panificadora, peixaria, distribuidora de bebidas, entre outras. A maioria dos associados que respondeu a pergunta está otimista, 69% esperam um crescimento nas vendas na comparação com o ano passado. Entre os otimistas, 57% acreditam num crescimento médio acima de 5%. O restante espera que o aumento será abaixo dos 5%.
     Entre os 31% que não tem expectativa de aumento nas vendas, a grande maioria (83%) atribui a crise econômica como principal motivo. Outros 17% disseram que não investiram em produtos o suficiente para ampliar a expectativa de vendas.

Abras
            A expectativa de vendas entre os comerciantes associados em Uberlândia está mais animadora do que a sensação do setor verificada em nível nacional. Segundo a Associação Brasileira de Supermercados (Abras), 39,4% dos empresários acreditam que os resultados da Páscoa deste ano serão inferiores aos apresentados no ano anterior. Outros 12,1% projetam números superiores aos registrados em 2016, enquanto que para 48,5% dos supermercadistas, a Páscoa de 2017 deverá registrar vendas no mesmo patamar do ano anterior.
            Ainda segundo a pesquisa da Abras, os ovos de Páscoa estão 3,4%, em média, mais caros na comparação com o ano passado. Diante desse cenário, os varejistas têm apostado em produtos de menor valor agregado, como as caixas de bombons, barras e tabletes e ovos de chocolate menores.
            É o caso da Brigabom, que trabalha com produtos artesanais de chocolate. A proprietária e associada Mariana Gomes de Castro conta que o ovo de Páscoa de colher, que é aquele com meia casca com recheio, tem sido o carro chefe das vendas. “A gente procura coisas novas e pequenas para que as pessoas tenham um interesse maior, principalmente nessa época de crise”, conta Mariana, que estima ter um acréscimo de até 10% nas vendas em relação ao ano passado. “Percebemos que nos últimos dois anos o produto artesanal tem agradado bastante o cliente, pois atende de forma personalizada, agregando valor e sabor ao produto”, diz.

            A indústria local também espera fechar a Páscoa com um volume maior de vendas. “Este ano fizemos cerca de duas mil caixas de ovos de chocolate - com variação de 12, 24 ou 48 unidades cada – e em menos de um mês já tínhamos vendido tudo”, conta Cintia Cunha, da área comercial de televendas da Erlan. Ela disse que ano passado as vendas não acompanharam a produção, por isso, este ano a empresa trabalhou com um volume menor. “Tivemos muita procura, especialmente nas vendas diretas”, diz.

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Oleh

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