segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Odelmo Leão toma posse e destaca o desafio de se enfrentar a crise financeira do Município com pacote de medidas “Gestão Total”

Prefeito mostrou preocupação com o não pagamento dos salários de dezembro dos servidores e a falta de recursos em caixa para quitar também outros compromissos 

O prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão, foi empossado neste domingo (1/1), em solenidade na Câmara Municipal de Uberlândia em que também tomaram posse o vice-prefeito Paulo Sérgio Ferreira e os 27 vereadores eleitos para o mandato 2017/2020. 
       Eleito para o seu terceiro mandato como prefeito de Uberlândia, Odelmo Leão destacou em sua fala a necessidade de se trabalhar intensamente para recuperar a cidade. De acordo com os dados financeiros do Município, são cerca de R$ 200 milhões em compromissos não honrados durante a gestão anterior e que foram deixados para serem quitados, sem que houvesse recurso não vinculado suficiente em caixa, agora em janeiro.
            Deste montante, cerca de R$ 70 milhões são relativos à folha de pagamento que não foi paga pelo ex-prefeito em dezembro, o restante do décimo terceiro e o vencimento de funcionários de organizações do terceiro setor conveniadas ao Município. “Temos que buscar um caminho para minimizar essas questões dos servidores”, disse o prefeito.
            Já o saldo em caixa aponta que há somente cerca de R$ 4 milhões em recursos não vinculados, que podem ser remanejados para cobrir despesas em geral. Outros aproximadamente R$ 90 milhões em caixa têm destinação definida (recurso vinculado) e não podem ser utilizados para sanar as dívidas com o salário da expressiva maioria do funcionalismo ou o pagamento de débitos com fornecedores. 
        Além disso, estima-se que haja aproximadamente R$ 100 milhões em outras despesas que não chegaram ainda a serem empenhadas após a prestação de serviço de fornecedores e que também não têm recursos alocados para haver a quitação no exercício financeiro de 2017. 
            Também há de se computar uma dívida que gira em torno de R$ 100 milhões referentes ao Ipremu (Instituto de Previdência Municipal de Uberlândia). Esse valor é oriundo de três parcelamentos feitos pela gestão anterior para serem pagos pela administração seguinte na tentativa de se colocar em dia os repasses da cota patronal que deveria ter sido recolhida pelo instituto de previdência do Município.
            Com esses três itens somados, a estimativa é que a dívida totalizada chegue à aproximadamente R$ 400 milhões.
         “Não temos que fazer discursos, temos que trabalhar. Peço confiança aos servidores”, afirmou Odelmo Leão, que foi aclamado pelos convidados presentes à solenidade. O prefeito também pediu o apoio dos vereadores empossados para que apreciem com urgência o pacote de medidas, denominado de “Gestão Total”, composto pelos primeiros 20 projetos de leis apresentados pelo prefeito Odelmo Leão e que darão entrada ainda nesta segunda-feira (2/1) no Poder Legislativo local.
            Entre as primeiras ações inseridas no pacote “Gestão Total” há uma reestruturação administrativa da Prefeitura, com ênfase no corte de gastos com a redução no número de secretarias – de 19 para 17 – e de cargos de confiança, com a retomada da valorização dos servidores efetivos em funções  de chefia, direção e assessoramento. Numa primeira contagem, serão cerca de 120 cargos comissionados cortados no primeiro mês de governo, entre eles, os de chefia de superintendências que foram extintas para contenção de despesas.

            A estimativa é que haja uma economia anual superior à R$ 10 milhões somente em folha de pagamento, e que se projeta para mais de R$ 41 milhões durante os quatro anos de mandato. Esse recurso economizado corresponde à compra de medicamentos para abastecer toda a rede de saúde municipal durante um ano e meio. “Vamos recuperar a qualidade dos serviços prestados à população uberlandense com a retomada de uma gestão eficiente e com credibilidade”, afirmou o prefeito Odelmo Leão.

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Oleh

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