segunda-feira, 3 de outubro de 2016

Minas Gerais terá mais de 5 mil casos de câncer de mama em 2016

30% dos casos de câncer de mama podem ser evitados com a adoção de hábitos saudáveis 

O movimento popular conhecido como Outubro Rosa é comemorado em todo o mundo. O nome remete à cor do laço rosa que simboliza a luta contra o câncer de mama e estimula empresas e a população em geral a participarem de ações focando o diagnóstico precoce.
A amplitude da campanha se deve ao fato do câncer de mana ser hoje o mais incidente entre a população feminina mundial, inclusive brasileira - com exceção do câncer de pele não melanoma. Para este ano, o Instituto Nacional do Câncer (INCA) estima-se que o Brasil tenha 57.960 novos casos, sendo 5.160 em Minas Gerais.

Fatores de risco
Segundo a mastologista do COT - Centro Oncológico do Triângulo, Bianca Candeloro de Faria, as razões desse número elevado e crescente são diversas. “O câncer de mama tem várias causas, dentre elas os hábitos de vida, que são o sedentarismo, dieta inadequada e consequentemente a obesidade que implicam diretamente em aumento do risco de ter a doença", explica a especialista. Ainda segundo Bianca, outro motivo do aumento das estatísticas seria o fato de que os métodos diagnósticos estão melhores e abrangendo mais mulheres, aumentando o números de casos descobertos.
Dados do INCA demonstram que 28% dos casos da doença são preveníveis por mudanças alimentares, adotando uma dieta saudável e prática regular de exercício físico.

Diagnóstico precoce

Apesar da estatística preocupante, de acordo com a especialista houve um aumento na sobrevida e nas taxas de sucesso dos tratamentos. “Sabemos que mulheres que fazem acompanhamento médico periódico têm um horizonte otimista, já que o diagnóstico precoce e o tratamento correto da maioria dos casos traz chances de cura de mais de 90%. Para tanto, as orientações em relação a prevenção são: o autoexame mensal das mamas a partir dos 25 anos; exame físico anual, feito por médico, a partir dos 25 anos e mamografia anual, a partir dos 40 anos ou antes para as mulheres com histórico familiar de risco”, conclui a mastologista.

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Oleh

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