terça-feira, 12 de julho de 2016

Setor da construção civil em Uberlândia permanece estável em relação à contratação

Desde 2015 o país vem enfrentando uma crise econômica com altos impactos para a sociedade. Com o período de instabilidade veio à inflação e juros altos que pesaram no orçamento familiar por causa do aumento de luz, água, gasolina, gás de cozinha, alimentos, e o sonho da casa própria passou a ficar ainda mais distante. Estes fatores levaram a um quadro de demissões, e nem o setor da construção civil que é um dos que mais empregam conseguiu segurar.
            Segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), em Uberlândia, o setor da construção civil contratou mais do que demitiu. Entre janeiro e maio de 2016, a construção civil teve um saldo de 107 contratações em igual período. Janeiro foi o mais promissor, com 259 novos postos e março o que mais demitiu, com 184 perdas de postos de trabalho. De janeiro a maio deste ano houve um saldo positivo (65), mas ainda ficou abaixo que o calculado no mesmo período de 2015, com 71 pessoas contratadas.
            Entre perdas e ganhos de capital humano, o presidente do Sinduscon-tap, Pedro Spina afirma que a conta é simples: “Com relação ao desemprego na construção civil a falta de investimento é um problema sim, porém a falta de confiança em contrair dívidas de longo prazo e dificuldade de obtenção de crédito imobiliário também afasta os mutuários e não geram negócios e sem obras o setor enxuga a sua mão de obra.Vale lembrar que a falta de investimento também acontece no setor público estadual e municipal, além da retração da iniciativa privada”.
            Quantos aos dados nacionais foram mais de 72 mil empregos com Carteira de trabalho e Previdência Social (CTPS), 43. 599, a menos que o do mês de maio de 2015, quando houve uma perda de 115.599 postos de trabalho. Ainda assim, em 12 meses, o resultado é melhor que o acumulado do mês anterior.
            Quando a avaliação é feita por setores, nota-se que a Agricultura, teve saldo positivo, gerando mais de 43 mil empregos. Os demais como Serviços (37 mil), Comércio (29 mil), Construção Civil (29 mil) e a Indústria 21.162 tiveram saldo negativo quando se trata de desempregar. 

Por regiões, a mais afetada pelo desemprego foi à região sul com 24 mil postos de trabalho perdidos. De acordo com o Caged, são 14 meses consecutivos de perda de empregos formais.

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Oleh

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