segunda-feira, 27 de junho de 2016

Invista na sua aposentadoria

O que é preciso saber para poupar para o futuro e ter uma vida mais tranquila

Planejamento financeiro não é o forte do brasileiro, embora a crise econômica atual esteja operando “milagres”. Muitas famílias, com medo do endividamento, cujos juros estão muito altos, começaram a fazer o básico que é anotar gastos, cortar supérfluos, ir ao mercado com lista etc. Daí para começar a poupar é um passo muito simples. Então, por que não começar a pensar em recursos para a aposentadoria?
O Brasil tem a Previdência Social, que é uma conquista da sociedade, mas que a todo tempo é colocada à prova, dependendo da orientação política de quem governa o país. Nesse cenário, o educador financeiro, com MBA pelo Ibmec, e idealizador do blog Quero Ficar Rico (queroficarrico.com), Rafael Seabra ensina como fazer um bom planejamento financeiro, pensando na aposentadoria.
Para iniciar o programa, Seabra explica que são três elementos fundamentais que fazem o dinheiro “crescer”: o montante investido mensalmente, a taxa de juros da aplicação escolhida e o tempo que o valor permanecerá investido. Em outras palavras, “é preciso investir o máximo que puder, sua aplicação precisa ter uma ótima rentabilidade, além de baixas taxas de administração, e quanto antes puder começar, melhor”.
Sobre o tipo de investimento a ser escolhido, isso depende do perfil de investidor da pessoa. Se é conservador, moderado ou agressivo, além do prazo que o dinheiro permanecerá aplicado. O educador recomenda que parte do dinheiro seja investido em renda fixa, sendo o Tesouro Direto uma das melhores opções e, dependendo do perfil do investidor, “outra parte menor deve estar investido em renda variável, como as ações, fundos imobiliários e fundos de índice”.
É evidente que quanto antes a pessoa começar a pensar na aposentadoria, melhor. Porém, mesmo se não for mais jovem, sempre é tempo de iniciar um investimento para esse fim. “Apesar de não ter o tempo a seu favor, geralmente as pessoas adultas possuem mais dinheiro para investir mensalmente, o que potencializa o crescimento do valor acumulado”, garante Seabra.
As regras, portanto, são: começar o quanto antes, investir o máximo que puder e adquirir conhecimento para investir nas melhores aplicações do mercado, tendo um retorno acima da média. “Essas sãs as minhas recomendações. Esqueça as simulações que dificilmente são precisas e geralmente causam uma expectativa que nem sempre é atingida, seja por fatores externos, como impacto da inflação, taxa básica de juros, rentabilidade das aplicações, ou estimativas irreais”.
E onde fica a previdência privada, tão comumente oferecida nos bancos a seus clientes? Seabra explica que um dos maiores mitos existentes no mercado financeiro é que planos de previdência privada são uma boa alternativa de investimento para a aposentadoria. “Eles, em sua grande maioria, são vantajosos apenas para os bancos e seguradoras que os oferecem”, diz Seabra.

Em geral, os planos de previdência privada possuem altíssimas taxas de administração e carregamento, o que diminui consideravelmente a rentabilidade do investimento. “Optar por um plano nessas condições pode atrasar sua aposentadoria em vários anos ou, em casos mais extremos, até comprometer os planos para o futuro”, explica o educador. 

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Oleh

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